Suspensão de reajuste de servidores é ‘granada no bolso do inimigo’, diz Guedes em reunião

Presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira a governadores o veto ao reajuste de servidores públicos até o fim de 2021. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na reunião ministerial de 22 de abril que a proposta de suspender por dois anos os reajustes salariais de servidores públicos é uma “granada” colocada pelo governo “no […]

Por Editoria Delegados

Presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira a governadores o veto ao reajuste de servidores públicos até o fim de 2021.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na reunião ministerial de 22 de abril que a proposta de suspender por dois anos os reajustes salariais de servidores públicos é uma “granada” colocada pelo governo “no bolso do inimigo”.

Em encontro por videoconferência com conferência nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro pediu o apoio dos governadores para a suspensão dos reajuste de servidores até o fim de 2021. Ele anunciou que vetará esse ponto no projeto que sancionará de socorro financeiro a estados e municípios. Para governadores, a suspensão dos reajustes representará um fôlego para as finanças estaduais neste e no próximo ano.

“Todo mundo está achando que, tão distraídos, abraçaram a gente, enrolaram com a gente. Nós já botamos a granada no bolso do inimigo – dois anos sem aumento de salário”, afirmou o ministro Paulo Guedes na reunião ministerial de 22 de abril, cujo vídeo foi divulgado nesta sexta por ordem do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal.

Nesse trecho do vídeo, Guedes começa falando das ações do governo para enfrentamento da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. Cita, por exemplo, a liberação de recursos para que bancos pudessem aumentar o volume de empréstimos, a antecipação no pagamento de benefícios para, por exemplo, aposentados, e o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais.

Bolsonaro se reúne com governadores e defende congelar salários de servidores

Mais adiante, o ministro fala sobre a crise gerada pela pandemia no Brasil. Diz que, assim como em outros países, o Brasil também vai registrar “um déficit extraordinariamente alto” neste ano. Diz ainda que, no exterior, “está todo mundo na mesma direção”. Entretanto, no Brasil, “caímos no chão, está uma confusão, tiro, porrada e bomba.”

Em seguida, Guedes aponta que, apesar da crise, o governo não perdeu “a bússola”.

“A gente cai, levanta e sabe pra onde nós temos que ir”, diz o ministro da Economia. “Nós não vamos perder a bússola. Nós sabemos dos valores, sabemos dos princípios, sabemos que que nós tamo defendendo. Nós tamo defendendo a liberdade, a liberdade econômica a liberdade política.”

Na sequência, Guedes fala em “três torres do inimigo”, uma referência aos principais desafios do governo na área econômica. Segundo o ministro, duas dessas “torres” (reforma da Previdência e juros altos) já foram derrubadas, falta a terceira, que, segundo ele, é o reajuste a servidores públicos.

“E estamos agora no meio dessa confusão, derrubando a última, a última torre do inimigo. Que uma coisa é que nós vamos fazer a reconstrução e a nossa transformação econômica. A outra coisa são as torres do inimigo que a gente tinha que derrubar. Uma era o excesso de gasto na Previdência, derrubamos assim que entramos. A segunda torre eram os juros. Os juros tão descendo e vão descer mais ainda”, diz o ministro.

Depois de intervenções dos ministros Braga Netto (Casa Civil) e Onyx Lorenzoni (Cidadania), Guedes fala da “terceira torre” do inimigo que será derrubada, e afirma:

“Então nós sabemos e é nessa confusão toda, todo mundo tá achando que tão distraído, abraçaram a gente, enrolaram com a gente. Nós já botamos a granada no bolso do inimigo. Dois anos sem aumento de salário. Era a terceira torre que nós pedimos pra derrubar. Nós vamos derrubar agora, também. Isso vai nos dar tranquilidade de ir até o final. Não tem jeito de fazer um impeachment se a gente tiver com as contas arrumadas, tudo em dia. Acabou! Não tem jeito. Não tem jeito.”

G1

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