Supremo mantém poder de investigação do CNJ contra juízes

Em votação apertada, o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, nesta quinta-feira (2/2), manter o poder de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em processos disciplinares contra magistrados. Após um longo debate de mais de quatro horas, a maioria dos ministros decidiu rejeitar, neste aspecto, a ação proposta pela AMB (Associação dos Magistrados […]

Por Editoria Delegados

Em votação apertada, o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, nesta quinta-feira (2/2), manter o poder de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em processos disciplinares contra magistrados. Após um longo debate de mais de quatro horas, a maioria dos ministros decidiu rejeitar, neste aspecto, a ação proposta pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), determinando que o Conselho não precisa apresentar justificativa para a abertura de investigações em detrimento das corregedorias locais.

 

STF retoma julgamento sobre atribuições do CNJ

 

A Adin 4638 (Ação Direta de Inconstitucionalidade) foi desmembrada pelo STF para ser apreciada artigo por artigo. Das 13 cláusulas questionadas na Resolução 135 do CNJ, o artigo 12, que discorria sobre a competência investigativa do órgão, era a mais polêmica. Neste segundo dia de julgamento, o Supremo já havia decidido que cabe recurso a ambas as partes em processos disciplinares contra magistrados, e também que estes julgamentos devem ser públicos. A sessão foi encerrada às 21h30, mas o presidente Cezar Peluso lembrou que ainda restam alguns artigos a serem julgados pela Corte.

Defenderam a manutenção do poder originário e concorrente do CNJ — órgão de controle externo do judiciário criado na Emenda Constitucional 45, de 2004 — os ministros Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Rosa Maria Weber, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Por outro lado, o voto do relator Marco Aurélio foi seguido pelos ministros Luiz Fux, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e o presidente da Corte, Cezar Peluso.

 

Um dos pontos atacados pelos que defenderam a manutenção dos poderes do CNJ diz respeito à eficácia da atuação das corregedorias dos tribunais locais. “Até as pedras sabem que não funcionam”, afirmou Gilmar Mendes. E completou Joaquim Barbosa: “as decisões do CNJ passaram a expor situações escabrosas no seio do Poder  Judiciário nacional”.

O presidente Cezar Peluso rebateu afirmando que o órgão não pode sobrepujar as instâncias de investigação do judiciário. “O CNJ veio para que as corregedorias passem a atuar como devem, ou veio para acabar com elas?, indagou Peluso, replicado pelo ministro Ayres Britto. “O Conselho veio para se somar às corregedorias locais e substituí-las quando necessário”, respondeu.

 

O ministro Gilmar Mendes, ao defender a manutenção dos poderes do CNJ, lembrou que a maior parte da atuação do órgão não se refere a aspectos disciplinares e correicionais da conduta dos magistrados. “A rigor nós estamos discutindo questões a partir de motivos ínfimos”, explicou. Ele recordou que o Conselho tem forte atuação no que se refere à gestão do Poder Judiciário, estabelecendo metas de produtividade e criando programas e linhas ação para melhorar o acesso e a efetividade da Justiça.

 

Justiça Eleitoral

 

Em seu voto, o ministro Dias Toffoli fez observações sobre a interferência do CNJ na Justiça Eleitoral. Embora a sua declaração dissesse respeito a algo que não era objeto de apreciação do plenário, Toffoli foi categórico ao rejeitar que o Conselho interfira no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sobretudo no que diz respeito à organização das eleições.

O ministro Lewandowski – presidente do mesmo TSE do qual Toffoli também é membro – lembrou, inclusive, de interferências do CNJ nas eleições gerais de 2010. Na ocasião, Lewandowski lembrou com vigor que o Conselho quis determinar que o pagamento de todos os mesários da Justiça Eleitoral fosse feito com vale-refeições eletrônicos. “Inclusive no interior do Amazonas”, acrescentou.

 

última instância

 

DELEGADOS.com.br
Revista da Defesa Social & Portal Nacional dos Delegados

Veja mais

A exigência do contraditório e da ampla defesa no inquérito policial

Por Rafael Francisco Marcondes de Moraes e Francisco Sannini

Delegado Michel Sampaio rebate acusação de perseguição e aponta retaliação de servidora

(MA) Michel Sampaio formalizou uma representação criminal junto à Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, apontando possíveis crimes de abandono de função, peculato-desvio e fraude processual

Lei Orgânica Nacional: ainda sobre a aglutinação de cargos. A questão da constitucionalidade

Por Eduardo Luiz Santos Cabette

Delegado Charles Pessoa lidera pesquisa para deputado federal no Piauí!

(PI) Delegado do Povo: Charles Pessoa conquista os corações dos piauienses nas ruas e nas redes

Delegados da PF cobram cúpula da Academia Nacional sobre exclusão de colega por ‘incompatibilidade de ideias’

ADPF oficia ANP para obter justificativas sobre exclusão de Delegado Federal da equipe docente

Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis: As Alterações dos Cargos Policiais

Por Eduardo Luiz Santos Cabette

PL da Misoginia: quando o ódio às mulheres deixa de ser opinião e se torna crime

Por Francini Imene Dias Ibrahin (Sindpesp)*
Veja mais

Chico Lucas assume coordenação de escritórios nacionais de combate às facções

08JUL26 -
Secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, fortalece a atuação integrada entre as forças de segurança estaduais e federais no enfrentamento às organizações criminosas

Paulo Gondim segue, pela 3ª vez, na Lista dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil! Censo 2026

POST MELHORES DELEGADOS BRASIL 2026 PAULO GONDIM
A escolha dos melhores delegados consolida, para sempre, os nomes e as histórias dos delegados e das delegadas. Promove valorização do cargo, reconhecimento na carreira, identificação de competência, visibilidade dos

Crescente popularidade das plataformas digitais baseadas em aplicativos

07JUL26 - (1)

O entretenimento digital evolui cada vez mais em torno dos aplicativos móveis, pois eles se ajustam melhor aos hábitos do público moderno. No Brasil, onde o smartphone se tornou o

Três são presos após sequestro de idosos e comemoração em hotel, na PB

04JUL26 -
(PB) Atuou na investigação o delegado Lucas Sá, da PCPB

Em João Pessoa, secretário do Governo Lula destaca integração entre estados e reforça combate às facções criminosas com ‘cooperação’

Francisco Lucas, Secretário Nacional de Segurança Pública
(PB) Representando o ministro da Justiça, Chico Lucas apresentou ações do programa Brasil Contra o Crime Organizado e defendeu cooperação entre forças de segurança de todo o país

Duelos, Desafios e Legítima Defesa

04JUL26 -
Por Eduardo Luiz Santos Cabette

Entidades de Delegados de Polícia emitem nota de pesar pelo falecimento do delegado Michel Saliba

Delegado de Polícia Federal Michel Brasil Saliba
Michel Brasil Saliba foi atingido durante cumprimento de mandado de busca no apartamento da companheira do policial militar. Delegado foi levado ao hospital em estado grave, mas não resistiu
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.