Superintende da PF em AL se revolta após prender mesma quadrilha pela 2ª vez

AL: Indignado com a legislação e reclamou de estar “enxugando gelo” Durante a apresentação dos resultados da “Operação Divisas”, em que foi preso três membros de uma quadrilha acusada de roubar bancos em Alagoas e Pernambuco, o superintendente da Polícia Federal (PF), Bernardo Gonçalves, desabafou sobre a prisão dos envolvidos que já foram capturados em […]

Por Editoria Delegados

AL: Indignado com a legislação e reclamou de estar “enxugando gelo”

Durante a apresentação dos resultados da “Operação Divisas”, em que foi preso três membros de uma quadrilha acusada de roubar bancos em Alagoas e Pernambuco, o superintendente da Polícia Federal (PF), Bernardo Gonçalves, desabafou sobre a prisão dos envolvidos que já foram capturados em outra oportunidade por crimes semelhantes. O delegado chamou a ação da polícia e criticou as contínuas ações de “enxugar gelo”.

 

A operação, que contou com 60 policiais federais e cumpriu 17 mandados, sendo nove de busca e apreensão e oito de prisão, faz parte de uma investigação iniciada em 2015 que culminou com a ação dos bandidos em diversos roubos a bancos ocorridos nas fronteiras entre os dois estados.

 

Para o superintendente, quase a totalidade dos envolvidos (oito criminosos) são reincidentes em crimes violentos e que deveriam permanecer presos desde então. “Não tem cabimento, tem um criminoso que pegou 31 anos de prisão por dois homicídios cometidos em 2005, mas, no entanto, em 2015 já se encontrava solto em regime aberto e em vias de ressocialização”, disse o delegado.

 

O superintendente criticou ainda o atual processo de ressocialização no Brasil que permite brechas na Justiça ao permitir que o indivíduo volte à sociedade antes do cumprimento total da pena. A decisão gera idas e vindas dos criminosos nas penitenciárias. “Até quando a polícia vai ter que prender? Até quando o Ministério Público vai ter que denunciar? Até quando a Justiça vai condenar os mesmos indivíduos? Não é possível uma situação dessas. Não há nenhuma polícia no mundo, nenhuma Justiça criminal no mundo que consiga funcionar dessa maneira. A polícia está perdendo tempo com indivíduos que deveriam estar presos e encarcerados”, diz o superintendente.

 

Entre os envolvidos, o líder do bando identificado como Flávio “Galego” já foi condenado pelo crime de homicídio em 2008, mas goza hoje da liberdade condicional. “Esse princípio de ressocialização não funciona, o Direito Penal no Brasil tem que ser punitivo. Isso é uma ilusão, uma falácia”, finaliza o superintendente.

 

No estado de Alagoas, os criminosos são responsáveis por estourarem caixas eletrônicos do Banco do Brasil em Colônia Leopoldina, na Região Norte de Alagoas, no dia 29 de outubro de 2016.

 

De acordo com o delegado Jorge André, que comandou de perto a operação de captura de três envolvidos, a quadrilha utilizava explosivos, armas de grosso calibre, além de ter a ousadia de atirar contra policiais dos Grupamentos de Polícia Militar (GPMs) das cidades. O intuito era sempre intimidar quem fosse persegui-los. “Eles utilizavam pistolas semiautomáticas e espingardas calibre 12. Ou seja, um farto armamento”, garante o delegado.

 

Além de Alagoas, a quadrilha atuava em Pernambuco onde participou também de um roubo do assessor do prefeito da cidade de Ipojuca-PE, além de postos de combustíveis. Ao todo, a quadrilha é responsável ainda por matar três pessoas durante o período de investigação da PF.

 

Alagoas 24h

 

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