Sindicato tem pedido atendido e Estado troca coordenador de Lei Orgânica da Polícia Civil de São Paulo

O Governo paulista atendeu à solicitação do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) e substituiu o coordenador do grupo de trabalho que vai discutir a regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil. Com isso, sai o coronel da reserva da Polícia Militar (PM) Paulo Maurício Maculevicius Ferreira, e entra Fraide […]

Por Editoria Delegados

O Governo paulista atendeu à solicitação do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) e substituiu o coordenador do grupo de trabalho que vai discutir a regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil. Com isso, sai o coronel da reserva da Polícia Militar (PM) Paulo Maurício Maculevicius Ferreira, e entra Fraide Sales, anunciado para o cargo nessa terça-feira (14/1). O novo coordenador é secretário-executivo da Casa Civil bandeirante.

A nomeação de Maculevicius, publicada no Diário Oficial (D.O.) do último dia 8, desencadeou um sem-número de críticas por parte dos delegados paulistas. A notícia foi mal digerida pela categoria, que recebeu com preocupação a designação de um policial militar, sem experiência na Polícia Civil, para coordenar trabalhos de interesse exclusivo da instituição.

Maculevicius fez carreira na PM, mais especificamente no Corpo de Bombeiros, e é próximo ao capitão da reserva da PM e secretário de Estado da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PL-SP). Atualmente, o militar é chefe de Gabinete da pasta – um cargo de confiança, de livre nomeação.

Imediatamente à publicação da resolução que trouxe o militar à frente da Coordenação do grupo de trabalho que vai discutir a Lei Orgânica da Polícia Civil, o Sindpesp protocolou ofício na Secretaria de Estado de Segurança Pública, pedindo a pronta substituição. A intenção da entidade era a de que alguém relacionado à Polícia Civil, e efetivamente conhecedor da instituição, assumisse o posto.

Muito embora o novo coordenador não seja policial civil, mas, sim, engenheiro e coronel da reserva do Exército, seu currículo denota experiência na elaboração de normas e de políticas públicas – um ponto positivo, segundo o Sindpesp.

Além disso, o secretário-executivo da Casa Civil já recebeu o Sindicato dos Delegados para reunião, demonstrando disposição para conhecer os problemas da Policial Civil:

“O Sindpesp já esteve na Casa Civil com Fraide Sales, enquanto secretário-executivo. Na ocasião, foi entregue a ele um estudo interno sobre a defasagem salarial e as perdas inflacionárias sofridas pela instituição, nos últimos anos. Sales se mostrou aberto ao diálogo e às demandas da classe. De toda forma, vamos acompanhar de perto o seu desempenho e buscar contribuir ativamente para que as conclusões do grupo de trabalho reflitam as verdadeiras necessidades da Polícia Civil e de seus policiais”, observa a delegada Jacqueline Valadares, presidente do Sindicato dos Delegados paulista.

Problemas na instituição

Sales também recebeu, em reunião com o Sindpesp, pesquisa realizada com mais de 700 delegados de Polícia, que aponta, além de remuneração defasada, outros problemas graves na instituição, como a desvalorização da carreira, sobrecarga de serviço, ausência de regulamentação de horas extras, desrespeito do Estado às 40 horas semanais de trabalho, falta de pagamento de auxílio-saúde e de outros direitos previstos em legislação nacional.

O levantamento ainda alerta sobre os altos níveis de estresse, bem como consequentes casos de adoecimento dos policiais civis e recorrentes situações de suicídio:

“As pesquisas e os estudos já apresentados ao secretário-executivo da Casa Civil (Fraide Sales) são um pontapé inicial para subsidiar a elaboração das diversas normas que vão compor a reestruturação da Polícia Civil paulista, a partir de uma nova Lei Orgânica. Agora, nossa luta é para que ele abra a participação nos trabalhos também às entidades de classe. Já foi, inclusive, protocolado um ofício, pedindo formalmente ao Estado que inclua o Sindpesp nesta discussão. Isso vai significar, de uma forma reflexa, a participação de todos os delegados de Polícia de São Paulo, democraticamente, na construção do regramento que vai reger a classe pelas próximas décadas”.

Jacqueline, ademais, reconhece as manifestações de outras entidades de classe e de movimentos formados por policiais civis, delegados da ativa e aposentados, em consonância com o posicionamento do Sindicato quanto à remodelação do grupo de trabalho.

Revisão

A atual Lei Orgânica que rege a Polícia Civil de São Paulo está em vigor desde 1979 e, agora, tem de ser ajustada à nova legislação federal, sancionada em novembro de 2023:

“A mudança vem em boa hora, pois a antiga Lei Orgânica tem mais de 45 anos e, em muitos tópicos, precisa ser modernizada”, reforça a presidente do Sindpesp.

Assessoria de Imprensa
Fiamini –  Sindpesp

DELEGADOS
Portal Nacional dos Delegados

Veja mais

“Carnaval Policial”: aplicativo indispensável para policiais no período carnavalesco

Plataforma estratégica com atualização diária, inteligência artificial exclusiva e soluções jurídicas integradas para fortalecer a atuação policial em todo o Brasil

Após operação policial, delegado Charles Pessoa toma café da manhã ao som de marchinhas de Carnaval

(PI) Trabalho incansável, compromisso público e valorização cultural marcam atuação da Polícia Civil do Piauí

“Valorização da Polícia Civil tem de ser real, não mero palanque político”, critica Sindicato dos Delegados

(SP) Diretoria do triênio 2026/2029 tomou posse, nessa segunda-feira (9/2), em sessão solene, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp); promessas do Governo do Estado para a classe,

“Policial, você está me abordando só porque eu sou gay?” | decisões jurídicas policiais

Ativismo de conveniência, preconceito sexual internalizado e a atuação policial frente à alegação infundada de discriminação. Limites do Questionamento Jurídico e da Liberdade de Expressão. Protocolo Policial aplicável

Flagrante de conduzir veículo sem placa, com placa tampada, amassada, levantada ou adulterada: decisões jurídicas policiais

Tipicidade, atipicidade, abordagem, apreensão, detenção, condução, prisão e autuação

Jogo responsável como base do mercado de apostas em 2026

O jogo responsável parte de uma ideia simples, mas poderosa: apostar deve ser uma forma de entretenimento, não uma fonte de prejuízo financeiro, emocional ou social. A partir dessa lógica,

Flagrante de conduzir veículo sem placa, com placa: tampada, amassada, levantada ou adulterada

Tipicidade, atipicidade, abordagem, apreensão, detenção, condução, prisão e autuação
Veja mais

STF tem maioria para declarar omissão de Minas Gerais em lei sobre remuneração de delegados

(MG) O dispositivo constitucional é impositivo e que, diante da ausência de lei estadual para regulamentar o assunto, estava configurada a omissão normativa

Praticar peculato mas não cometer crime: decisões jurídicas policiais

A Consultoria Jurídica do Portal Nacional dos Delegados apresenta exemplos de decisões que o delegado de polícia pode adotar sobre casos dessa natureza

Decisão de flagrante cumulado com representação por prisão preventiva, conforme a Lei nº 15.272

A Consultoria Jurídica do Portal Nacional dos Delegados elaborou todos os modelos necessários para o delegado de polícia. O assinante poderá usar cada modelo e apenas colocar referências ou incluir

Em reunião com o Consesp, ministro Wellington César afirma que segurança pública é dever de Estado

Reunião reforça a união entre o Governo Federal e os estados para alinhar estratégias de proteção ao cidadão

Justiça impõe profissionalismo à Polícia Civil e reforça segurança da sociedade maranhense

(MA) Mais do que um ato jurídico, a decisão representa um freio institucional ao amadorismo. É um chamado à responsabilidade para que a Polícia Civil atue como deve atuar: com

Encontro casual em local onde está vítima de violência doméstica e o descumprimento de medida protetiva: decisões jurídicas policiais

Quando o sujeito chega ao local, como bar, restaurante, shopping e a vítima já está lá? E quando o sujeito já está no local e a vítima aparece?

Juiz federal anula Operações Boygman e Integration, mesmo contra decisões do STJ, TJPE e MPF

Investigações que deram origem às operações Placement e Integration já haviam sido consideradas legais pelo TJPE, STJ, Ministério Público e Federal e órgãos de controle administrativo
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.