Sindepol consegue na justiça a retirada dos presos das delegacias de Teresina

O juiz José Vidal de Freitas Filho, da 2ª vara criminal, determinou a retirada de todos os presos das Delegacias da capital, acatando um pedido formulado pelo promotor Elói Pereira de Sousa Júnior, Promotor de Justiça titular da 48ª Promotoria das Execuções Penais, após ter sido representado pelo Sindicato pelo Sindicato dos Delegados de Polícia […]

Por Editoria Delegados

20fev13-tiago-dias.sindepol.pi.2

O juiz José Vidal de Freitas Filho, da 2ª vara criminal, determinou a retirada de todos os presos das Delegacias da capital, acatando um pedido formulado pelo promotor Elói Pereira de Sousa Júnior, Promotor de Justiça titular da 48ª Promotoria das Execuções Penais, após ter sido representado pelo Sindicato pelo Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Piauí.

O Sindepol comemora a sentença do juiz, e já comunicou oficialmente a Delegacia Geral do Estado, para que não receba mais presos nos distritos depois que a Secretaria de Justiça apresente o plano transferência.  As delegacias da capital, que hoje possuem cerca de 150 presos, não dispõem de estrutura física adequada para custodiar, com segurança, pessoas privadas da liberdade, pela simples razão de não terem sido projetadas para esse fim. Não contam, por exemplo, com muros altos, cercas eletrificadas, piso concretado para impedir escavação, e nem áreas para visitas aos presos.

 As celas foram projetadas não para abrigar pessoas sujeitas à prisão provisória, mas sim para, em caráter efêmero, conter o indivíduo que acabou de ser preso e aguarda as providências burocráticas de estilo, como a lavratura do auto de prisão em flagrante ou comunicação ao juízo competente do cumprimento do mandado de prisão, para então ser encaminhado à cadeia pública ou presídio.

 As celas são de tamanho pequeno, não foram planejadas para contenção prolongada de criminosos, os prédios estão localizados em áreas residenciais e, o que é mais grave no aspecto estrutural, não existem condições objetivas de segurança para impedir ou dificultar resgates, fugas ou motins de presos, fatos que vem ocorrendo com muita freqüência, inclusive já com registro de morte de preso e agente de polícia ferido.

 Para o presidente do Sindepol, Delegado Tiago Dias, tais fatos demonstram a urgência da saída dos presos, pois a cada dia se agrava mais o problema criado no âmbito da Polícia Civil. “É notório o descaso da Secretaria de Justiça em solucionar tal problema, visto que mesmo com a diminuição da população dos presídios após os mutirões empreendidos pela Justiça, não são absorvidos pelo sistema prisional os detentos indevidamente mantidos nas celas dos distritos policiais”, disse o Presidente do Sindepol.

O presidente do Sindepol, Delegado Tiago Dias, ressaltou ainda que a retirada dos presos das delegacias vai tornar possível o trabalho real dos distritos, que é investigar crimes. “O sindicato comemora essa decisão que deve garantir a melhoria da qualidade do trabalho da Polícia Civil, já que agora os policiais vão poder fazer investigação, e não mais a custódia de presos”, finalizou o Delegado.

 

Clarissa Castelo Branco, Assessoria de Imprensa Sindepol PI

 

DELEGADOS.com.br
Revista da Defesa Social & Portal Nacional dos Delegados

Veja mais

Concurso para Delegado de Polícia Civil do DF: inscrições quinta-feira

(DF) Prazo segue até o dia 25; salário inicial pode chegar a R$ 26.690,15, com 50 vagas imediatas para atuação em delegacias do DF

Delegados deixam Pernambuco em meio à desvalorização da carreira

(PE) Para o presidente da ADEPPE, delegado Diogo Victor, o cenário reflete uma política de desvalorização da carreira no estado, especialmente quando comparada a outras funções do sistema de Justiça

Lei Antifacção: crime de ameaça por faccionado e crime de intimidação por falso faccionado, uma distinção e um ajuste necessário

Por Eduardo Luiz Santos Cabette, Antônio Wellington Brito Júnior, Kleber Leandro Toledo Rodrigues e Joaquim Leitão Júnior

Brasil registra menor número de homicídios e latrocínios da década no primeiro trimestre

Dados consolidados de janeiro a março apontam queda histórica nos crimes letais e avanço na atuação das forças de segurança

Furto, Estelionato e Receptação não têm mais fiança policial

Com a atualização do Código Penal, Delegado de Polícia não pode mais arbitrar fiança policial nos crimes de furto, receptação e estelionato

Furto simples não tem mais fiança policial

Com a atualização do Código Penal, Delegado de Polícia não pode mais arbitrar fiança em furto simples

Ceder conta bancária “laranja”para prática de crime

Mudanças ampliam penas para fraudes eletrônicas e passam a punir quem cede contas bancárias para práticas criminosas
Veja mais

Lei 15.397 aumenta penas de crimes de furto, roubo, receptação, estelionato e latrocínio

Governo Federal publicou, nesta segunda-feira (4), a Lei nº 15.397 foca, especialmente, na criminalidade moderna e nas infrações que afetam o cotidiano do cidadão, como o roubo de celulares e

Ameaça forjada do CV, interferências municipais e decisões atípicas: TJ afasta mais um juiz por suspeita de falhas graves

(MT) A corregedoria também investiga ataques verbais proferidos pelo magistrado contra autoridades locais e o uso indevido de sua escolta para fins particulares.

Delegado da Polícia Civil Guilherme Escobar morre no Piauí

(PI) Guilherme Escobar estava lotado na Delegacia Seccional de Oeiras e já havia atuado nas cidades de Pio IX, Gilbués e Picos.

Responder por crime de mesma natureza justifica prisão preventiva

A Prisão Preventiva em Casos de Reiteração Delitiva: Fundamentos Jurídicos e Aplicação Prática

Saudade, respeito e legado: 30 dias sem Steferson Nogueira

Delegado Steferson Nogueira | PCPB
Reconhecido por sua atuação firme, estratégica e humana, ele deixou marcas profundas na Polícia Civil da Paraíba e no cenário nacional.

Red Pill: O Direito não pune sentimentos, mas condutas, sim

Delegada Raquel Gallinati
Raquel Gallinati: Já não estamos diante de liberdade. Estamos diante de risco.

Advogada é presa em flagrante após criticar delegado nas redes sociais e chamá-lo de “doente mental”

(GO) Advogada Áricka Cunha foi detida após publicar despacho policial e questionar, nas redes, a decisão que encerrou ocorrência registrada por ela
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.