O marceneiro Casimiro Cardoso dos Santos Neto, preso nesta terça-feira (22) por suspeita de perseguir e ameaçar a juíza Lisabete Maria Marchett, afirmou que é uma vítima da situação e que agiu contra a magistrada por se sentir injustiçado em processos envolvendo seu irmão.
Casimiro Neto foi preso pela Polícia Civil na zona sudeste de Teresina, após ser constatado que ele importunou a juíza do Tribunal de Justiça do Piauí, presencialmente e por telefone. Em entrevista aos jornalistas na delegacia, ele disse que foi vítima de assédio por parte do irmão, de onde partiu a denúncia de homofobia.
Casimiro Cardoso dos Santos Neto
“Assédio sexual é um crime no Brasil, tanto quanto o crime de homofobia. Então, eu rebatia os assédios que venho sofrendo, não aceito de jeito nenhum que ninguém me assedie, porque eu não posso fazer isso, é crime”, afirmou Casimiro.
O investigado disse ter procurado a juíza porque ela teria agido de “má-fé” nos processos envolvendo o irmão. “A gente já se conhece de outras datas. Ela agiu de má-fé com a minha pessoa, tirou direitos. Um crime de tentativa de homicídio, de um cara sentado ao volante, bêbado e drogado, ela transformou em uma pena de serviço comunitário, isso é injustiça”, colocou.
Se recusou a falar com delegada
Após ser preso, Casimiro Neto se recusou a ser interrogado por uma delegada, sob o argumento de que estava sendo prejudicado por autoridades mulheres. “Estou sendo prejudicado. A promotora de Justiça me mandou ficar calado, mesmo eu estando como vítima”, concluiu.
Além de responder aos processos por homofobia, Casimiro Neto agora é investigado por suspeita de praticar crimes contra a honra da magistrada.
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