Policiais de Mato Grosso usarão câmeras para realizar buscas contra suspeitos

Em cumprimento a uma decisão do STJ, em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), estamos adquirindo as câmeras que serão usadas no cumprimento de buscas por policiais civis e militares”, explicou Bustamante. O Secretário de Segurança Pública (Sesp), Alexandre Bustamante, confirmou que o estado está em processo de aquisição de câmeras […]

Por Editoria Delegados

Em cumprimento a uma decisão do STJ, em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), estamos adquirindo as câmeras que serão usadas no cumprimento de buscas por policiais civis e militares”, explicou Bustamante.

O Secretário de Segurança Pública (Sesp), Alexandre Bustamante, confirmou que o estado está em processo de aquisição de câmeras que serão usadas para gravar buscas em residências e veículos de suspeitos. A ação visa atender uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“Em cumprimento a uma decisão do STJ, em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), estamos adquirindo as câmeras que serão usadas no cumprimento de buscas por policiais civis e militares”, explicou Bustamante.

A intenção é que, até o ano que vem, as câmeras já estejam funcionando. “É um equipamento utilizado em todo o mundo. Estamos vendo qual equipamento é mais adequado, onde as imagens ficarão armazenadas, entre outros. Para nós, não muda nada, não vejo problema. É uma forma de resguardar a atividade policial”, disse o secretário.

Em julgamento realizado em março deste ano, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que os agentes policiais, caso precisem entrar em uma residência para investigar a ocorrência de crime e não tenham mandado judicial, devem registrar a autorização do morador em vídeo e áudio, como forma de não deixar dúvidas sobre o seu consentimento.

A permissão para o ingresso dos policiais no imóvel também deve ser registrada, sempre que possível, por escrito.

O colegiado estabeleceu o prazo de um ano para o aparelhamento das polícias, o treinamento dos agentes e demais providências necessárias para evitar futuras situações de ilicitude que possam, entre outros efeitos, resultar em responsabilização administrativa, civil e penal dos policiais, além da anulação das provas colhidas nas investigações.

O ministro Rogerio Schietti Cruz lembrou que já existem corporações policiais no Brasil, como as polícias militares de São Paulo e de Santa Catarina, que equiparam seus agentes com câmeras acopladas aos uniformes ou capacetes, não só para a salvaguarda dos cidadãos, mas para a própria proteção dos agentes.

A 6ª Turma determinou a comunicação do julgamento aos Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais, bem como ao ministro da Justiça e Segurança Pública, aos governadores dos estados e do Distrito Federal, e às suas respectivas corporações policiais.

Caso em MT

Os seis policiais indiciados pelo desaparecimento do pedreiro Rubson Farias dos Santos, de 28 anos, em Cáceres (a 220 quilômetros de Cuiabá), em janeiro deste ano, entraram na casa do homem sem justificativa legal. Isso é o que aponta o Inquérito Policial Militar (IPM), que cita uma série de ‘erros’ que teriam sido cometidos pelos acusados.

Segundo os indiciados, a casa de Rubson seria um ponto de venda de drogas. Quando eles chegaram, relatam que viram uma pessoa correndo e deram ordem de parada, que não foi obedecida.

Posteriormente, os PMs então disseram que foram atrás, mas não o encontraram. Sendo assim, resolveram entrar na casa do pedreiro, mesmo sem saber se foi ele quem foragiu.

Ainda segundo o documento, os policiais entraram na casa de Rubson sem que houvesse amparo constitucional ou legal para tanto. Os PMs, apesar de relatarem a desobediência, não confeccionaram nenhum boletim de ocorrências com esta natureza de crime.

Além disto, há elementos que dizem que Rubson não fugiu da abordagem, o que consta inclusive nas declarações dos militares. Como o pedreiro não foi apresentado aos órgãos competentes, há também indícios de cárcere privado.

Sumiço

O pedreiro Rubson foi levado inconsciente por policiais militares, na sexta de 29 de janeiro. Segundo familiares e vizinhos, a casa da vítima foi invadida pelos agentes que agrediram o pedreiro até deixá-lo sem consciência, quando foi levado.

Rubson não foi levado para uma delegacia para registro de boletim de ocorrência, nem para uma unidade de saúde. Diante disso, a família passou a buscar informações.

Um dia antes do desaparecimento, quinta-feira (28), a esposa e o marido teriam sido abordados pela Polícia Militar por causa de um carro que compraram há cerca de 15 dias. Ambos não sabiam, mas o veículo era roubado e teve que ser apreendido.

Olhar Direto e SESP

DELEGADOS.com.br
Portal Nacional dos Delegados & Revista da Defesa Social

 

 

Veja mais

Tatiana Trigueiro entra para a Lista das Melhores Delegadas de Polícia do Brasil! Censo 2026

A escolha dos melhores delegados consolida, para sempre, os nomes e as histórias dos delegados e das delegadas. Promove valorização do cargo, reconhecimento na carreira, identificação de competência, visibilidade dos

Delegado de Polícia pode determinar uso de tornozeleira eletrônica

Decisões Jurídicas Policiais: Lei 15.383/2026 prevê monitoramento imediato em situações de risco, dispositivo de alerta às vítimas e punição maior pelo descumprimento de medidas protetivas

Delegada fingiu ser mãe de adolescente sequestrada para negociar com suspeitos

(ES) A estratégia ajudou a polícia a encontrar a adolescente em menos de 48 horas. Ela foi resgatada com vida e a família não precisou pagar o valor exigido

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre direção da PF

Fachin suspende decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da PF e decisão de Dino que reintegrou diretor

Salário de agente, escrivão e investigador não pode ficar vinculado ao de delegado, decide STF

Supremo invalida vinculação da remuneração de policiais civis à de delegados de Polícia Civil

Dino determina reintegração de diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues

Flávio Dino reverte afastamento de cúpula da PF, critica 'decisão em causa própria' e aponta risco a investigações do caso 'Dark Horse'

Fenadepol e ADPF divulgam notas de repúdio após afastamento de dirigentes da Polícia Federal

Entidades Federais defenderam a preservação das prerrogativas institucionais do órgão
Veja mais

11 Diretores da Polícia Federal apoiam Andrei Rodrigues e entregam cargos

08SET26 -(1)
O pedido de vista não derruba a liminar de André Mendonça, que continua valendo. Com o afastamento de Andrei, o diretor-executivo da PF, William Murad, deve ficar interinamente na chefia

Advogado é preso após filmar pernas de guarda municipal em supermercado

(PI) Um advogado foi preso sob suspeita de importunação sexual. O homem teria filmado, com um telefone celular, as pernas de uma guarda municipal no supermercado Pão de Açúcar, na

Ministro André Mendonça afasta Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federal

08SET26 -
Ministro do STF diz que 'há mais de 30 dias tem sido monitorado pela Polícia Federal' e submete decisão para análise da Segunda Turma

Uso de algemas em advogado no ‘exercício da advocacia’: decisões jurídicas policiais adotadas

Tipicidade, metodologia de abordagem, itinerário de atos, captura, uso de algemas, condução e autuação

Piauí completa quatro meses consecutivos sem registros de latrocínio

02SET26 -
(PI) Dados da Segurança Pública apontam redução contínua nos últimos três anos

Aviator online: como a regulação brasileira enquadrou os crash games e o que isso muda para o jogador

01SET26 -
Em 2026, com mais de 25 mil URLs de plataformas bloqueadas pelo SPA e 550 contas bancárias encerradas, o mercado regulado tem ferramentas reais para fazer cumprir essas garantias, e

Promotor de justiça abandona apurações de concursos por temer pistolagem, CV e PCC

Promotor Coaracy (direita) é um nome conhecido no estado porque foi procurador-Geral de Justiça de Alagoas
(AL) Titular da 17ª Promotoria de Justiça da Capital/Fazenda Pública Estadual, Coaracy é um nome conhecido no estado porque foi Procurador-Geral de Justiça de Alagoas entre 2005 e 2008.
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.