Grupo preso tentou aplicar “Golpe das Panelas” em juiz e delegada

A delegada de Aquiraz responsável pela investigação explicou que a informação do “golpe das panelas”, conhecido em todo o Brasil, chegou por meio de um juiz de Direito, que foi abordado por duas vezes por pessoas no Porto das Dunas, em Aquiraz. O magistrado percebeu divergências durante a venda e os valores oferecidos. De acordo […]

Por Editoria Delegados

A delegada de Aquiraz responsável pela investigação explicou que a informação do “golpe das panelas”, conhecido em todo o Brasil, chegou por meio de um juiz de Direito, que foi abordado por duas vezes por pessoas no Porto das Dunas, em Aquiraz. O magistrado percebeu divergências durante a venda e os valores oferecidos.

De acordo com a delegada, a equipe da Polícia Civil descobriu que aproximadamente 17 ciganos estavam hospedados em uma pousada e que estavam comercializando panelas e faqueiros. Nove carros, entre eles uma Mercedes, duas Hilux e pelo menos duas Amarok, foram apreendidos. Os veículos e o material comercializado estão avaliados em aproximadamente R$ 2 milhões.


“Eles insistiam que era um excelente negócio, que era saldo de uma feira em um shopping e eles foram ofertando e baixando o preço. Ao ponto de dizer que o valor menor de R$ 2.200 eles ofereceriam os dois faqueiros e mais um terceiro. Eles tentam forçar você a comprar e fazer rápido para que você não pense muito, não pense na qualidade”, relata a delegada.

De acordo com Janine, os suspeitos informavam que as facas eram especiais, feitas em inox, cortadas a laser e que não cegavam. Justificavam que, para voltar para Porto Alegre, eles teriam um custo alto de excesso de bagagem e precisavam vender. Havia uma insistência para que as compras fossem feitas nos cartões de créditos. “Fui abordada pelo grupo com a mesma oferta. Não fui eu quem abordou, eles que abordaram”, disse a delegada.

O flagrante seguiu por nove horas seguidas e as mulheres foram liberadas, conforme a delegada, pela cultura dos ciganos. As mulheres não teriam conhecimento e apenas seguem o que os respectivos maridos fazem, sem questionar. Nas notas fiscais, segundo Márcia Janine, estava apenas parte do material.

A delegada afirma que eles inseriam informações falsas nas notas e negociavam com uma importadora. Os produtos eram comprados em duas cidades de Minas Gerais. As notas não condizem com o valor da mercadoria. “Eles declaram um valor de R$ 92 e é bem desproporcional de um faqueiro da qualidade que eles repassam”, relata a delegada.

Vítimas

Um casal esteve na delegacia e relatou que foi abordado e reconheceu algumas pessoas. Conforme as vítimas, a abordagem aconteceu no Porto das Dunas e que os dois só foram perceber que tinham sido enganados quando chegaram em casa e constataram que a qualidade do material não era boa. Ainda foram checar os valores da marca por meio da Internet e se depararam com informações sobre o “golpe das panelas”.

Imediatamente, o casal pediu o estorno do valor no cartão. Outro homem, que conversou com O POVO Online, relata ter sido vítima do mesmo golpe. Ele diz que ainda não conseguiu estornar o valor e que soube do golpe depois de ver informações semelhantes a que ele passou por meio das reportagens. A vítima relata que foi abordada na avenida Whashington Soares.

A Polícia constatou que o grupo atuava em um shopping, no estacionamento, e que o chefe de segurança reconheceu os suspeitos e informou que eles aproveitavam a saída de veículos para seguir “colado” nos carros e não pagar estacionamento. Para eventuais vítimas do golpe, a Polícia recomenda que a vítima se encaminhe à delegacia do Eusébio para denunciar o crime.

Redação O POVO Online

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