Governador do Rio reajusta em 45% a hora extra de policiais! Veja o vídeo!

Witzel anuncia reajuste na PM e Polícia Civil O reajuste do Regime Adicional de Serviço (RAS), hora extra remunerada dos policiais militares e civis, foi anunciado pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, nesta quinta-feira, 2. Os novos valores correspondem a um aumento médio de 45% para cada faixa de trabalho. Esse será mais […]

Por Editoria Delegados

Witzel anuncia reajuste na PM e Polícia Civil

O reajuste do Regime Adicional de Serviço (RAS), hora extra remunerada dos policiais militares e civis, foi anunciado pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, nesta quinta-feira, 2. Os novos valores correspondem a um aumento médio de 45% para cada faixa de trabalho. Esse será mais um atrativo para os concursos previstos nos órgãos de Segurança do Estado.

Atualmente, o valor mínimo praticado pelo governo estadual é de R$112,50, que passará a R$166,55 para agentes que atuam por seis horas de trabalho. Já para quem trabalha por 12 horas, o valor máximo, que hoje é de R$375, chegará a R$555,16. Veja os novos valores para RAS:
 

De acordo com o setor, a medida não causará impacto aos cofres públicos da administração estadual. Nem ao aumento dos gastos, mantendo inalterado o valor total permitido pelo orçamento estadual.

O reajuste do benefício foi possível em virtude da otimização de algumas Unidades de Polícia Pacificadora e da reorganização da estrutura do RAS na Polícia Civil. Os novos valores passam a vigorar a partir de sexta-feira, 3, quando o decreto será publicado no Diário Oficial.

“Hoje é um dia muito especial. Acabo de assinar o decreto que reajusta o RAS, tanto da Polícia Civil quanto da Polícia Militar. Esse é o reconhecimento pelos bons serviços prestados por esses heróis e heroínas. Também faremos um decreto para os bombeiros e agentes penitenciários. A segurança pública é prioridade no nosso governo”, ressaltou o governador.

Governador do Rio e o secretário de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga

Secretários da PM e Polícia Civil-RJ falam sobre o reajuste

O Regime Adicional de Serviço (RAS) nada mais é do que o trabalho dos agentes de segurança em dias de folga ou férias. Ele atua de forma a complementar a renda dos profissionais, reforçando o patrulhamento no estado.

Para o secretário de Polícia Militar, coronel Rogério Figueiredo, o reforço dos policiais é priorizado para áreas onde os índices de criminalidade são mais elevados.

“Neste momento, é muito importante esse serviço prestado pela Polícia Militar por meio do Regime Adicional de Serviço, onde nós aplicamos esse patrulhamento nos locais com maior reincidência criminal, inclusive crimes contra o patrimônio. O governador se sensibilizou e entendeu a importância dessa ação. Para a corporação, é um reconhecimento para iniciar uma nova etapa desse trabalho” afirmou Figueiredo.

Já para o secretário de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, o reajuste dá mais motivação aos agentes, que se sentem mais prestigiados.

“Esse aumento do RAS valoriza o policial em seu horário de folga e dá mais conforto à sua família. Nossos policiais vão trabalhar com muita vontade de acertar porque estão sendo reconhecidos “, disse.

O reajuste também foi visto com bons olhos por representantes sindicais. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sindpol-RJ), Márcio Garcia, classificou o aumento como uma ‘vitória’.

“A confirmação desse aumento significativo no valor do RAS é uma vitória da categoria policial. A valorização dos nossos policiais é nossa maior luta e agradecemos por esse reconhecimento, seguindo no pleito por outras demandas que se encontram muito defasadas, como os auxílios alimentação e transporte, assim como a falta de um auxílio saúde”, destacou.

Veja a situação dos concursos para Segurança Pública no Rio de Janeiro:

Concurso Polícia Civil-RJ

A Polícia Civil-RJ tem autorização para realizar concurso com 96 vagas para todos os níveis de escolaridade. O aval foi concedido pelo então governador Luiz Fernando Pezão, no final de 2018.

Desse total, seis vagas são para auxiliar de necropsia (nível fundamental), quatro para técnico de necropsia (nível médio), 20 para perito legista (nível superior em áreas específicas), 50 para inspetor (nível superior em qualquer área) e 16 para delegado (graduação em Direito).
 

O governador Wilson Witzel, porém, já revelou que a oferta deve aumentar para mil vagas. Tal quantitativo ainda não foi publicado no Diário Oficial. De acordo com o governador, serão em torno de 180 vagas para delegado e 800 para outras funções de policial.

Assim que sair a autorização para as mil vagas, o quantitativo por cargo será redefinido. As remunerações podem chegar a R$18 mil. No momento, a corporação escolhe a banca organizadora do concurso.

Concurso PMERJ

Witzel também afirmou que quer contratar 3 mil soldados em 2020. O objetivo, segundo ele, é suprir a carência do órgão de Segurança Pública do estado. Por mais que não tenha dito de forma explícita, as novas contratações devem ser feitas a partir de um novo concurso para Polícia Militar fluminense.

Isso porque a última seleção para soldados, realizada em 2014, não tem mais todos esses aprovados. O porta-voz da PM, coronel Mauro Fliss, já adiantou que os estudos de um novo concurso para soldados começaram.

Em entrevista exclusiva, o secretário da PMERJ afirmou que trabalhará para recompor o quadro de pessoal, principalmente na base da pirâmide, com os soldados. Segundo ele, o novo concurso para o cargo está em pauta na Subsecretaria Geral de Polícia Militar. Contudo, ainda sem definição.

A carreira tem como pré-requisitos nível médio completo, idade de 18 a 30 anos e Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Durante o curso de formação, os ganhos do soldado são de R$2.213,62. Após a formatura, o valor passa ao vencimento inicial de R$ 3.452,55.

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