Governador de Goiás autoriza construção da ‘Cidade da Polícia Civil’

GO: A autorização foi feita durante visita ao Complexo das Delegacias Especializadas, no setor Cidade Jardim Nova estrutura será implantada no Jardim Bela Vista e reunirá as 16 unidades operacionais de Goiânia, informa delegado-geral Odair José Soares. Anúncio foi feito durante visita do governador ao Complexo das Delegacias Especializadas, na Cidade Jardim. Queda nos […]

Por Editoria Delegados

GO: A autorização foi feita durante visita ao Complexo das Delegacias Especializadas, no setor Cidade Jardim

 

Nova estrutura será implantada no Jardim Bela Vista e reunirá as 16 unidades operacionais de Goiânia, informa delegado-geral Odair José Soares. Anúncio foi feito durante visita do governador ao Complexo das Delegacias Especializadas, na Cidade Jardim. Queda nos índices de criminalidade faz com que preços de seguros de veículos e de cargas em Goiás sejam menores que os demais estados, destaca ele durante solenidade.

O governador Ronaldo Caiado autorizou, na manhã desta terça-feira (13/10), a construção da Cidade da Polícia Civil, estrutura que reunirá as 16 unidades operacionais de Goiânia em um único local. “Determinarei ao secretário de Administração, Bruno d´Abadia, que entre em contato imediatamente. Da minha parte, está autorizado para que vocês tenham o melhor complexo”, garantiu ao delegado-geral da corporação, Odair José Soares.

A autorização foi feita durante visita ao Complexo das Delegacias Especializadas, no setor Cidade Jardim. A estrutura será nos moldes do que existe, hoje, apenas no Rio de Janeiro. “Realmente é um feito inédito a criação de uma Cidade da Polícia Civil. Enquanto nosso sonho não se realiza, não mediremos esforços em continuar o atendimento com presteza àqueles que buscam o nosso serviço, com seriedade e transparência”, disse Odair José Soares.

Segundo o delegado-geral, alguns passos já foram dados, como a destinação de uma área para edificação contígua à Escola Superior da Polícia Civil, no Jardim Bela Vista, em Goiânia. Já a solução financeira orçamentária consiste na permuta entre uma área pública estadual pela edificação da estrutura da Polícia Civil – modelo adotado por diversos entes da Federação, a exemplo do Exército Brasileiro. “Estamos numa área nobre, valiosa e grande. Como nós já temos o local, seria vender aqui e construir lá”, explicou.

Sobre o trabalho desempenhado pela Polícia Civil, o governador Ronaldo Caiado disse que foi determinante para o Estado alcançar números positivos no combate à criminalidade nos últimos 21 meses. Desde o início da atual gestão, todos os registros violentos praticados contra a pessoa tiveram reduções expressivas. “Não tem mais crime hoje em Goiás que não tenha uma ação direita com resultado e o esclarecimento de como ou quem o provocou. É a verdadeira sensação que o goiano tem de Segurança Pública”, avaliou.

Seguros em queda

Outra consequência positiva é a mudança no preço do seguro de veículos e de cargas, que registrou queda significativa no Estado. “É o menor em relação a todos os outros estados do Brasil”, comemorou o governador Ronaldo Caiado, que voltou a garantir que isso é devolver Goiás aos goianos. “No meu governo não se passa a mão na cabeça de bandido, tenha a estatura que tiver”, reforçou o líder do Executivo.

Em entrevista coletiva, o governador defendeu que bens móveis e imóveis frutos do crime – como casas, carros, apartamentos, fazendas, dinheiro em caixa – e que são recuperados pelas forças de segurança precisam ser revertidos em benefícios para a população, em forma de escolas, hospitais e mais estrutura para a própria polícia, com rapidez. “É uma luta que quero levar ao presidente da República, ministro da Justiça, Congresso Nacional. Precisamos dar celeridade, não podemos aguardar uma tramitação morosa, onde a população não vê resultado. Nós deixamos de reinvestir aquilo que foi fruto de um assalto à sociedade e ao patrimônio público.”

Caiado citou, como exemplo, uma fazenda com mais de mil alqueires na divisa do município goiano de São Miguel do Araguaia com Araguaçu, no Tocantins, que foi apreendida pela Polícia Civil. Mesmo caso de uma aeronave Falcon 50, que, apontou, “está se acabando no sol e na chuva”. “Várias vezes tenho tentado [liberação] junto à Justiça Federal. Se viesse para mim, eu leiloava imediatamente”, afirmou o governador. Uma das finalidades, citou como exemplo, poderia ser a construção de um novo Hospital Materno Infantil.

Centro de excelência

Atualmente localizado na Cidade Jardim, em Goiânia, o complexo da Polícia Civil é composto seis unidades, onde atuam 277 profissionais. São elas: Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (Derfrva), Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) e Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon).

O delegado-geral da Polícia Civil, Odair José Soares, afirmou que o local é um “centro de excelência, com o que há de melhor” e ressaltou a importância de aproximar as unidades especializadas e a atuação de todo o Estado num complexo operacional único. “Isso garante uma maior agilidade na troca de informações, maior integração entre os servidores, cruzamento de dados entre as investigações e mais segurança aos nossos servidores, que atuam no combate direto, frente a frente com o crime”, completou Odiar. Ele afirmou, ainda, que a visita do governador é motivo de honra e que “um governo próximo das suas forças de segurança nos fortalece, nos motiva a continuar sempre trabalhando.”

Anexa ao complexo está a Central Geral de Flagrantes e Pronto Atendimento ao Cidadão, com mais 128 profissionais. A estrutura é destinada ao registro de prisões em flagrantes por crimes cometidos em Goiânia feitos pela Polícia Militar, Guarda Municipal e outras forças policiais. “O nosso trabalho em parceria com a Polícia Militar tem rendido muitos resultados”, comentou Odair.

O secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, ressaltou que todos os avanços se devem principalmente à liberdade de atuação e apoio diário que o governador tem dado às forças de segurança pública. Também atribuiu a queda nos principais índices de criminalidade ao combate duro e incansável ao tráfico de drogas que, segundo sua análise, está relacionado, direta ou indiretamente, a 60%, 70% dos crimes graves. “As polícias do Estado interromperam a liberdade dos traficantes. Esse trabalho de apreensão, de prisão de lideranças do tráfico, está sendo fundamental”, argumentou.

Rodney Miranda também destacou a eficiência das forças policiais e as consequências positivas para a sociedade, que viu a média de roubos de veículos no Estado cair de 47 por dia, em 2016, para 7, por dia, em 2020. Para ele, o trabalho de excelência da Polícia Civil contribui não só para a redução dos índices, mas principalmente para a percepção e sensação de segurança que a população de Goiás hoje tem. “Segundo o relato daqueles que já estão há mais tempo em atividade aqui no Estado, é uma sensação de segurança inédita nesse Estado. Então, já estamos colhendo frutos importantíssimos”, destacou o secretário.

Resultados

Cada especializada tem sua própria equipe e é responsável por linhas de investigações específicas. E os números apresentados não deixam dúvidas da eficiência. No comparativo demonstrado pela Homicídios, que apura crimes contra a vida, houve entre 30 de agosto 2019 e 12 de setembro de 2020, a redução de 28,1% no número de homicídios, ao passo que o percentual de flagrantes cresceu 500%. Os índices são obtidos na comparação com o período de agosto de 2018 a agosto de 2019 e fornecidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Em 2020, foram 135 homicídios ocorridos e 138 elucidados (contando ocorrências de anos anteriores), com 331 inquéritos policiais remetidos ao Judiciário. Uma resolutividade de 100% dos casos. Em 2019, foram 410 operações realizadas, 450 prisões efetivadas e 392 inquéritos enviados à Justiça.

O delegado Rilmo Braga, da Homicídios, destacou que neste ano, a manutenção dos números teve como desafio extra os problemas inerentes à Covid-19. Ele reconheceu a “dedicação incessante” da Polícia Civil, bem como a “atuação notável” de Caiado no que diz respeito à pandemia. “Infelizmente, o homicídio, o latrocínio, o tráfico e o roubo de veículo não param. Essas especializadas e todos os agentes, escrivães ombrearam conosco, diariamente, nessa difícil missão que foi manter esses números, combater a criminalidade com eficiência e, ao mesmo tempo, passar por essa problemática envolvida pelo coronavírus.”

A Polícia Civil de Goiás também atua firmemente contra o tráfico de entorpecentes no Estado. Apenas em uma ação realizada na terça-feira da semana passada (06/10), policiais da Repressão a Narcóticos apreenderam 200 quilos de cloridrato de cocaína, em São Luís de Montes Belos, a 128 quilômetros de Goiânia. A droga, que possui alto teor de pureza, foi avaliada em R$ 10 milhões. A carga foi trazida do Mato Grosso para Goiás e estava escondida em um fundo falso, construído na carroceria de uma caminhonete. Duas pessoas foram presas em flagrante.

Esta foi a maior apreensão de 2020 realizada pela Denarc, que tem foco nas organizações criminosas e desestruturação financeira destes grupos. Neste ano, já foram efetivadas 113 prisões, além de 30 veículos apreendidos. Em valores, a Narcóticos já retirou do crime organizado R$ 5,1 milhões em imóveis e títulos sequestrados e R$ 117 mil em dinheiro em espécie. Em 2019, a Denarc apreendeu 4,5 toneladas de drogas, 35 veículos e duas aeronaves, além de mais de R$ 737 mil em espécie e R$ 17,9 mil em títulos. Foram presas 107 pessoas, com um resultado de 88 inquéritos instaurados e enviados à Justiça.

O delegado Fernando Gama, da Denarc, pontuou que há uma nova postura no enfrentamento ao tráfico de drogas desde o início de 2019, com foco na desestruturação financeira das organizações e associações criminosas. “Para além das apreensões, a gente busca trazer a energia dessas investigações para todos os atores envolvidos, desde aquele que está em função secundária até as primordiais dentro dos grupos criminosos: o financiador, os líderes e também o patrimônio oriundo dessa atividade ilícita”, detalhou Gama. Neste sentido, citou a Operação Puro Sangue, desencadeada em 2019, com mais de 1,5 tonelada de cocaína, a maior apreensão até então em Goiás. “Era uma droga de altíssimo grau de pureza. Realizamos a apreensão de diversos veículos automotores, quase R$ 1 milhão em espécie, aeronaves, o que fez com que esse grupo criminoso fosse completamente desarticulado e todos estão presos”, relatou.

Já a Investigações Criminais contabilizou, de janeiro a setembro deste ano, o cumprimento de 80 mandados de prisão e 70 de busca e apreensão. Foram 56 operações promovidas, com efetivação de 76 autos de prisão em flagrante e 23 veículos recuperados, com um total de R$ 2,4 milhões de bens sequestrados e 211 inquéritos remetidos ao Judiciário.

Para a delegada Mayana Rezende, da Deic, os índices não são resultados aleatórios, mas fruto de um trabalho árduo, intenso e de um planejamento que é realizado desde 2019. A titular frisou, ainda, a liberdade e o apoio recebidos pela gestão. “O que temos a dizer, governador, é que estes policiais que hoje compõem esse grupo tem o comprometimento de continuar trabalhando com o mesmo afinco, com a mesma eficiência”, afirmou.

Os índices apresentados pela Furtos e Roubos também são positivos. Na capital, houve queda de 41,49% no número de roubo e 28,90% de furtos de veículos. Já em Aparecida de Goiânia, a redução chegou a 44,91% de roubos e 30,42% de furtos. Os índices são resultados da comparação de janeiro a setembro de 2019 com o mesmo período de 2020.

De janeiro a setembro de 2020, a especializada cumpriu 146 mandados de prisão e 62 de busca e apreensão em 13 operações, com 94 veículos recuperados. Foram 42 autos de prisão em flagrante e 263 inquéritos remetidos ao Judiciário. Somente no período de maio a setembro deste ano, 41 pessoas foram presas por envolvimento em roubo de veículos e 10 por furto.

O que houve na Furtos e Roubos foi uma verdadeira “revolução”, pontua o delegado Paulo Ludovico. “Saímos de alarmante de 30 a 40 subtrações de veículos por dia para atingirmos, hoje, patamares inimagináveis, até mesmo para o mais otimista, de 4 a 5 roubos de veículos por dia, isso se somarmos Goiânia e Aparecida de Goiânia. Tal resultado é fruto de três pilares básicos: planejamento, combate à macrocrimanalidade e continuidade”, afirmou.

Paulo Ludovico citou operações de grande repercussão, com a Sétimo Selo, que proporcionou o bloqueio de R$ 17 milhões de uma organização criminosa, prisão de 13 pessoas e apreensão 30 carros de luxo; a Cooptação, que desarticulou um grupo liderado pelo ladrão de caminhonetes André Daher, hoje falecido; além da Derrocada e da Robauto, que desmantelaram uma organização voltada para a venda de peças da loja da Vila Canaã. Outro destaque, apontado pelo delegado, foi a Intramuros, que também desmantelou uma associação e cujo líder atuava do interior de um presídio goiano.

Também estiveram presentes no evento a superintendente de Polícia Judiciária, Renata Cheim; os delegados titulares Caroline Paim (Central Geral de Flagrantes) e Josuemar Vaz (1ª Regional); o diretor da Escola Superior da Polícia Civil, Daniel Adorni; além de delegados, agentes, escrivães, papiloscopistas e servidores administrativos.

Diário de Aparecida

 

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