Ex-governador e ex-secretários pedem para fazer curso de azulejista na prisão

MT: Silval Barbosa e os outros presos por corrupção e desvio de dinheiro O ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), investigado na Operação Sodoma e preso há mais de um ano no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), se inscreveu em um curso de azulejista oferecido pela Fundação Nova Chance (Funac). Silval é apontado […]

Por Editoria Delegados

MT: Silval Barbosa e os outros presos por corrupção e desvio de dinheiro

O ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), investigado na Operação Sodoma e preso há mais de um ano no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), se inscreveu em um curso de azulejista oferecido pela Fundação Nova Chance (Funac). Silval é apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como líder de uma organização criminosa que cobrava propina de empresas privadas em troca de incentivos fiscais durante a gestão dele.

Além de Silval, também entraram com pedido de inscrição Marcel de Cursi (ex-secretário estadual de Fazenda), Eder Moraes (ex-secretário de Fazenda, ex-presidente da extinta Agência da Copa (Agecopa) e ex-secretário-chefe da Casa Civil), Permínio Pinto (ex-secretário de Educação), ex-vereador João Emanuel, os ex-servidores Fábio Frigeri e Wander dos Reis. Todos são considerados presos comuns, sem privilégios.

Em geral, os presos respondem, entre outros crimes, por formação de organização criminosa, fraude processual, corrupção, desvio e lavagem de dinheiro.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), 21 presos, entre eles o ex-governador e os ex-secretários, se inscreveram para participar do curso. Um documento foi enviado pela direção do CCC à Justiça de Mato Grosso, que deve decidir se os presos poderão ou não participar das atividades.

Conforme o documento, o curso de aplicador de revestimento cerâmico será realizado no mês de outubro e terá duração de 160 horas. A expectativa é que os presos tenham entre 30 a 40 dias de aula, entre teórica e prática. Todas as atividades serão desenvolvidas no próprio Centro de Custódia.

O conteúdo previsto no curso envolve aulas sobre revestimento cerâmico, revestimento de paredes com argamassa e sistemas construtivos.

Presos

Cursi foi preso também na Operação Sodoma, apontado pelo MPE e por testemunhas como um dos líderes do esquema montado no governo para que as fraudes fossem concretizadas.

Na ação, o ex-secretário também figura como o responsável por “fabricar” leis que amparavam os atos ilícitos da suposta organização criminosa.

Durante depoimento à Justiça, em agosto deste ano, ele negou que tenha cometido qualquer crime.

Eder Moraes está preso pela quarta vez preso desde junho deste ano pela Polícia Federal por violar as regras para o uso de tornozeleira eletrônica. O ex-secretário é réu em um processo que tramita na Justiça Federal sobre crimes financeiros e lavagem de dinheiro, apurados no âmbito da Operação Ararath, desde novembro de 2013.

Nessa última vez em que foi preso, ele passou cinco meses no Centro de Custódia de Cuiabádepois de violar por 92 vezes as regras de utilização da tornozeleira eletrônica, num período de 60 dias. A Polícia Federal declarou, à época, que o ex-secretário chegou a passar até 4 horas e 40 minutos com a tornozeleira descarregada, o que não é permitido.

Éder Moraes é apontado como um dos principais operadores do esquema, que teria envolvido políticos de alto escalão do estado ao longo de anos em operações financeiras clandestinas com as mais diversas finalidades

Já o ex-secretário de Educação de Mato Grosso, Permínio Pinto (PSDB), foi preso em julho deste ano, durante a segunda fase da Operação Rêmora, do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Ele é acusado pelo MPE de ter liderado um esquema de fraude em licitação em 2015, quando ainda comandava a pasta. As investigações apontam pagamento de propinas para que as empreiteiras pudessem fazer obras em escolas públicas.

João Emanuel está preso desde o dia 16 de setembro pelo Gaeco. O ex-vereador é acusado de fraude em licitação e por suspeita de liderar um esquema de grilagem de terras. João Emanuel também foi preso no mesmo mês durante a Operação Castelo de Areia.

Ele é apontado pelo MP como integrante de uma organização criminosa que montou uma empresa de fachada para conseguir dinheiro e aplicar golpes. Mas, como o ex-vereador estava internado em um hospital após passar por um procedimento cirúrgico, acabou conseguindo prisão domiciliar graças a uma decisão judicial.

Entretanto, após ter passado por perícia médica por determinação da juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal, ele foi preso preventivamente no dia 16 de setembro, por força de mandado referente a ação oriunda da operação Aprendiz, que foi deflagrada em novembro de 2013.

 

G1

 

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