Delegado simulou ser corrupto para prender prefeito. Veja o vídeo!

    A ação que desarticulou uma quadrilha em Guapimirim prendendo, inclusive, o prefeito da cidade contou com delegado infiltrado. Para tentar escapar de investigações, a quadrilha ofereceu R$ 800 mil a agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que mantiveram a farsa para enquadrar o bando por corrupção passiva.   “Foram […]

Por Editoria Delegados

 

 

A ação que desarticulou uma quadrilha em Guapimirim prendendo, inclusive, o prefeito da cidade contou com delegado infiltrado. Para tentar escapar de investigações, a quadrilha ofereceu R$ 800 mil a agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que mantiveram a farsa para enquadrar o bando por corrupção passiva.

 

“Foram quatro meses de reuniões em restaurantes. Há dois meses, pagaram R$ 800 mil para o delegado Roberto Leão, que simulou ser corrupto”, explicou o titular da Draco, Alexandre Capote.

 

A infiltração foi autorizado pela Justiça e toda a ação, filmada. Numa escuta telefônica, membro da quadrilha dizia que “nenhum policial era incorruptível”.

 

O grupo ofereceu mensalão de R$ 20 mil a agentes e sugeriu que montassem empresa para entrar no esquema. Os R$ 800 mil foram entregues em 27 de julho, na Rio-Teresópolis, e estão depositados em uma conta. Marcelo do Queijo levou o dinheiro com Isaías da Silva.

 

Mensalão da Baixada

 

‘Tá chegando a hora de morder a gorda”. Era como os vereadores se referiam ao mensalão de até R$ 80 mil que recebiam de quadrilha de Guapimirim presa ontem pela Polícia Civil.

 

O esquema, que rendeu R$ 48 milhões em quatro anos ao bando, levou à prisão o prefeito da cidade, Júnior do Posto (PMDB), sua candidata à sucessão, Ismeralda Rangel Garcia da Costa, um secretário e um funcionário da prefeitura. O chefe do bando era o presidente da Câmara, Marcelo do Queijo, que está foragido.

 

Confira vídeo do momento da prisão de Júnior do Posto:

 

Júnior foi preso em sua mansão na Barra da Tijuca. Segundo denúncia do Ministério Público, também recebiam a mesada para não fiscalizar a prefeitura, os vereadores Iram Moreno de Oliveira e Alexandre Duarte de Carvalho. A polícia investiga desvio de verba da merenda escolar.

 

Segundo o subprocurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, o grupo movimentava R$ 1 milhão por mês com fraudes em licitações, superfaturamento de compras e serviços, ameaça, corrupção ativa e passiva e falsidade ideológica. As penas podem chegar a 24 anos de prisão.

 

Também foram presos o secretário de Governo, Isaías da Silva Braga, o Zico, e o chefe do Setor de Licitações da prefeitura, Ramon Pereira da Costa Cardoso. O pai de Ismeralda foi detido em flagrante por porte ilegal de arma.

 

A certeza da impunidade era tamanha que as empresas que prestavam serviço com sobrepreço à prefeitura estavam no nome dos envolvidos.

 

Marcelo do Queijo usava uma empresa de refrigeração em seu nome para faturar contratos com o município. As investigações começaram após denúncia de um vereador e a operação foi batizada de Intocáveis.

 

O MP denunciou 16 pessoas. Além do presidente da Câmara, há mais dois foragidos. Foram apreendidos nas casas dele, do prefeito e de Ismeralda R$ 200 mil, mais R$ 1 milhão em joias e três pistolas. “Analisaremos documentos para comprovar que a quadrilha também lavava dinheiro”, adiantou o subprocurador.

 

Carne comprada daria para toda a população

 

Entre os desvios de verba pública do bando estava a compra de 60 toneladas de carne por mês para a prefeitura. Com essa quantidade, cada um dos 51.432 moradores da cidade (de acordo com o Censo IBGE 2010) poderia abastecer a geladeira com mais de um quilo do alimento.

 

O dinheiro também era desviado em aluguel de carro: a despesa mensal com o aluguel de um Kadett 1993 chegava a R$ 7 mil. Uma padaria fantasma também era utilizada no esquema. Outra fraude encontrada foi no pagamento de 500 mamografias por mês.

 

o dia

 

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