Delegado Marcos Roberto é encontrado morto dentro de viatura que caiu em córrego no interior de SP

As primeiras informações são de que o delegado saiu de casa à meia noite para atender uma ocorrência em Gastão Vidigal e depois tinha ficado incomunicável, sendo que a informação era de que estava desaparecido. No início da manhã chegaram as informações de que o carro que ele ocupava foi encontrado capotado dentro do córrego, […]

Por Editoria Delegados

As primeiras informações são de que o delegado saiu de casa à meia noite para atender uma ocorrência em Gastão Vidigal e depois tinha ficado incomunicável, sendo que a informação era de que estava desaparecido. No início da manhã chegaram as informações de que o carro que ele ocupava foi encontrado capotado dentro do córrego, e o corpo estava no interior do veículo.

Equipes do Corpo de Bombeiros estão neste momento pelo local para ajudar na remoção do carro e retirada do corpo. Peritos do Instituto de Criminalística foram acionados para irem até o local. A ocorrência está em andamento. Mais informações a qualquer momento.

 

ADPESP emite nota sobre morte

Morte de delegado em acidente no interior de SP expõe problema de sobreaviso ininterrupto – 

Tragédia é, em parte, fruto do estresse físico e mental a que os policiais estão submetidos por conta da sobrecarga de trabalho
 


Faleceu na madrugada desta segunda-feira, 21, o delegado de Polícia Marcos Roberto Alves da Costa, que atuava na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Araçatuba e também era responsável pela delegacia de Gastão Vidigal. O delegado e ex-vereador foi encontrado morto dentro de uma viatura descaracterizada em um córrego no distrito de Vicentinópolis. De acordo com a imprensa local, o delegado teria saído de casa por volta da meia-noite de hoje para atender uma ocorrência em Gastão Vidigal.


O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP) Gustavo Mesquita Galvão Bueno lamentou a morte do colega, mas destacou que se trata de uma tragédia anunciada. “Temos hoje um déficit de 15 mil profissionais na Polícia Civil paulista, temos policiais trabalhando por dois ou três. Esse acúmulo é ainda mais grave no interior do estado, na medida em que os colegas delegados precisam se deslocar entre os municípios com frequência, e, muitas vezes, o fazem sozinhos por não ter qualquer equipe de apoio – como nesse caso”, detalha.


Mesquita alerta ainda que o sobreaviso tem sido outro problema crítico enfrentado pelos policiais civis paulistas. Nesse regime, o policial permanece à disposição do trabalho 24h/dia, sete dias por semana, sem direito a período de descanso ou lazer. “No início do ano estivemos no interior do estado, inclusive na região de Araçatuba, e ouvimos muitos relatos de delegados que fazem 30 dias de sobreaviso ininterruptos. Isso é um absurdo, é desumano. Não à toa temos um índice altíssimo evasão e de suicídio na Polícia Civil. Os policiais bandeirantes estão adoecendo”, destaca o presidente da Associação.


Abandono da PC-SP


Em novembro último, a ADPESP divulgou o resultado de um levantamento apontando que dois policiais civis abandonaram a carreira por dia, em média, no estado de São Paulo no período 2018-2021. “Sem um planejamento estruturado e factível para recomposição do déficit e valorização dos policiais, SP está enxugando gelo. Permanecemos formando bons profissionais e perdendo-os para os outros Estados, que remuneram melhor”, esclarece Mesquita.


Outro levantamento realizado pela Associação apontou que o suicídio entre policiais civis de SP registra índice epidêmico, sendo quase três vezes maior do que as mortes em serviço. Entre 2015-2021, 61 policiais civis tiraram a própria vida. No mesmo período, foram 21 policiais civis mortos enquanto trabalhavam.


“Diariamente, os policiais civis convivem com as mazelas e angústias do ser humano e encaram a morte, em defesa de todos os cidadãos. É sempre motivo de tristeza quando perdemos um irmão policial em serviço. Todavia, pouco se fala daqueles que tiram a própria vida. O número de suicídios na Polícia Civil paulista é assustador”, lamenta o presidente da ADPESP.

 

 

SINDPESP manifesta o mais profundo pesar pelo falecimento do Delegado Marcos Roberto Alves da Costa, ocorrido nesta segunda-feira (21).

 

O Dr. Marcos atuava na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Araçatuba e era responsável pela delegacia de Gastão Vidigal. Ele foi encontrado morto em uma viatura descaracterizada dentro de um córrego na região de Vicentinópolis. Segundo informações obtidas junto a policiais na região, o Dr. Marcos Roberto Alves da Costa foi chamado durante a madrugada para atender uma ocorrência em Gastão Vidigal (SP) e teria sido vítima de acidente de trânsito no trajeto.

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo lamenta com muito pesar a morte do valoroso colega Dr. Marcos que estava no cumprimento de sua missão. Os policiais do Estado de São Paulo enfrentam rotinas extenuantes, principalmente no Interior, com deslocamentos diários por rodovias, e plantões que podem alcançar mais de 36 horas ininterruptas.

Muitos não encontram tempo para estarem com suas famílias. O déficit de policiais obriga o delegado a responder por mais de uma delegacia, impedindo o seu descanso e violando as leis mais básicas da OIT – Organização Internacional do Trabalho.

Segundo o quadro fixado pelo Governo do Estado de São Paulo, faltam mais de 15 mil policiais de todas as carreiras na Polícia Civil do Estado de São Paulo. A vida do polícia está sendo colocada em risco não somente no combate ao crime mas principalmente por descaso do governo.

O Sindpesp se solidariza com a família e amigos neste momento doloroso.

 

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