Delegado critica banalização da tornozeleira eletrônica e alerta para “bandidolatria”

O delegado Frederico Murta, coordenador da Gerência de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil d Mato Grosso, manifestou preocupação com o uso indiscriminado da tornozeleira eletrônica e alertou para um fenômeno que classificou como “bandidolatria” – a exaltação de criminosos, que acabam influenciando crianças e adolescentes. As declarações foram feitas durante entrevista ao 45º episódio […]

Por Editoria Delegados

O delegado Frederico Murta, coordenador da Gerência de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil d Mato Grosso, manifestou preocupação com o uso indiscriminado da tornozeleira eletrônica e alertou para um fenômeno que classificou como “bandidolatria” – a exaltação de criminosos, que acabam influenciando crianças e adolescentes. As declarações foram feitas durante entrevista ao 45º episódio do videocast PodOlhar, do portal Olhar Direto.

Murta enfatizou que a tornozeleira foi concebida como um instrumento de monitoramento para indivíduos em progressão de pena, mas que seu uso tem sido deturpado para aliviar a superlotação do sistema prisional. “Esse dispositivo é uma ferramenta tecnológica útil, porém não pode ser banalizado. Atualmente, na ausência de vagas no sistema carcerário, o preso recebe uma tornozeleira e é solto. Pessoas reincidentes, com múltiplas passagens, voltam ao crime e continuam delinquindo enquanto monitoradas”, criticou.

O delegado também apontou para a presença desses indivíduos em espaços públicos e os impactos que isso pode ter na percepção dos jovens. “O que vemos é a valorização desse cenário. A ‘bandidolatria’ se manifesta quando um jovem da periferia observa alguém envolvido com o crime ostentando carros de luxo, celulares caros e dinheiro, enquanto usa uma tornozeleira. Para essa criança, ele se torna um modelo a ser seguido, o que representa uma inversão completa de valores”, ressaltou.

Segundo Murta, a ausência do Estado em áreas socialmente vulneráveis contribui para esse fenômeno, permitindo que organizações criminosas assumam um papel de amparo comunitário. “O crime organizado se aproveita das carências locais para estabelecer uma rede de apoio. Não se trata de um cuidado genuíno com a população, mas sim de um mecanismo para garantir proteção e lealdade. Esse processo gera identificação e leva pessoas a admirarem a criminalidade”, explicou.

O delegado reforçou ainda que a segurança pública deve ser abordada de forma integrada, considerando políticas sociais como parte essencial da solução. “Não se pode discutir segurança sem considerar o impacto da educação. O Estado falha quando não reduz as desigualdades, mas a responsabilidade não é apenas dele. A família e os pais desempenham um papel fundamental na formação moral das crianças”, concluiu.

Da Redação, com informações do PodOlhar, do portal Olhar Direto.

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