Delegada-geral de Goiás chora e diz que solucionar chacina é questão de honra

      A delegada-geral da Polícia Civil de Goiás, Adriana Accorsi, garantiu nesta quarta-feira que, apesar do acidente de helicóptero que matou sete policiais civis que faziam a reconstituição da chacina de Doverlândia, as investigações sobre o caso não foram paralisadas. Adriana Accorsi disse que há provas técnicas coletadas antes do acidente que serão […]

Por Editoria Delegados

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A delegada-geral da Polícia Civil de Goiás, Adriana Accorsi, garantiu nesta quarta-feira que, apesar do acidente de helicóptero que matou sete policiais civis que faziam a reconstituição da chacina de Doverlândia, as investigações sobre o caso não foram paralisadas. Adriana Accorsi disse que há provas técnicas coletadas antes do acidente que serão utilizadas para esclarecer o caso, que envolveu o assassinato de sete pessoas, degoladas. “Resolver este crime é uma questão de honra”, disse.

 

 

Abalada com a perda de cinco colegas delegados e dois peritos, a delegada-geral não conteve as lágrimas ao lembrar dos amigos. “Realmente é muita tristeza. Foi um momento péssimo. Hoje é o Dia do Policial Civil, a gente tinha preparado comemorações e festividades. Infelizmente, estamos preparando sepultamentos”, lamentou.

 

Accorsi contou que falou com as vítimas pouco antes do acidente. “Ontem mesmo nos falamos pela manhã. Queria saber se eles haviam chegado bem ao local. Falei também na hora do almoço com o Dr. Antônio (Gonçalves Pereira dos Santos, Superintendente da Polícia Judiciária) e ele estava muito alegre, como sempre estava”, lembrou. “O Dr. Jorge (Moreira, da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas) quis ir para ajudar, para dividir sua experiência”, disse.

 

A delegada-geral confirmou que ela própria iria embarcar no helicóptero para acompanhar a reconstituição, junto com o marido, que também é policial civil, mas um compromisso de última hora a impediu. O delegado Jorge Moreira foi convidado para substituí-la. Apesar disso, Accorsi disse que não se sente aliviada. “Eu não me senti em momento algum feliz. Mas não processei muito isso. Tenho muito orgulho desses policiais, de ter sido colega deles”, disse. A delegada-geral afirmou que, no momento, a preocupação é dar apoio às famílias da vítimas, tanto no aspecto psicológico e médico, como financeiro.

 

Adriana Accorsi acredita que o acidente teve causa técnica, e não aconteceu por falha dos pilotos ou por causa de uma possível tentativa de fuga do assassino confesso da chacina de Doverlândia, Aparecido Souza Alves, 23 anos, que também estava na aeronave. Adriana disse que os delegados cumpriram todas as normas de segurança. Segundo ela, o helicóptero era novo e havia passado por manutenção recente. “Era uma aeronave nova e estava abastecida”, afirmou.

 

No final da tarde, o delegado Vinícius Batista da Silva, 33 anos, primeira vítima identificada da tragédia, foi sepultado no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia, em clima de muita emoção. Os corpos das outras sete vítimas já foram levados para a capital e estão no Instituto Médico Legal (IML). Os peritos não souberam informar quando eles poderão ser liberados.

A aeronave era utilizada na reconstituição da chacina de Doverlândia, na qual sete pessoas foram mortas em uma fazenda, a cerca de 330 km de Goiânia, em abril passado. De acordo com a Polícia Militar, o dono da propriedade, o filho dele, funcionários e amigos que visitavam o local foram assassinados a facadas. Dois corpos foram encontrados na sede da propriedade, próxima à GO-221, enquanto os demais estavam a cerca de 300 m de distância.

 

Em nota oficial, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), lamentou a morte dos delegados e servidores da Secretaria de Segurança Pública e decretou luto oficial por três dias. “Goiás perde profissionais de altíssimo valor, ilibada reputação, reconhecida competência e notável valor humano”, diz a nota.

 

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