‘Banco’ do crime movimentou mais de R$ 40 milhões no RJ com extorsão a empresários

Uma operação policial realizada nesta quarta-feira (29) resultou na prisão de dez suspeitos ligados à organização criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), que operava um esquema de extorsão contra empresários em áreas sob seu domínio. A ação, coordenada pela Polícia Civil do Espírito Santo, ocorreu simultaneamente no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, com o […]

Por Editoria Delegados

Uma operação policial realizada nesta quarta-feira (29) resultou na prisão de dez suspeitos ligados à organização criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), que operava um esquema de extorsão contra empresários em áreas sob seu domínio. A ação, coordenada pela Polícia Civil do Espírito Santo, ocorreu simultaneamente no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, com o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de 17 contas bancárias.

Esquema de extorsão e banco clandestino

De acordo com as investigações, o grupo criminoso mantinha uma espécie de “banco paralelo” dentro do Complexo da Maré (RJ), utilizado para movimentar os valores obtidos com a cobrança de taxas ilícitas sobre empresários do setor de internet, gás e água.

Os irmãos Bruno Gomes de Faria e Luan Gomes de Faria, conhecidos como os “irmãos Vera”, eram apontados como os chefes da facção no Espírito Santo, enquanto Marcos Luiz Pereira, o “MK”, também atuava no esquema. O principal método de arrecadação consistia em exigir pagamentos mensais de até R$ 10 mil de empresas que operavam em áreas dominadas pelo TCP.

Em um dos casos investigados, um empresário do ramo de internet se associou à facção e passou a sabotar a infraestrutura das concorrentes, destruindo cabeamentos para forçar a adesão dos moradores ao seu serviço. As investigações comprovaram que a quadrilha se tornava sócia indireta dos empresários extorquidos, chegando a desativar uma central de internet no Morro da Garrafa, em Vitória.

O coordenador do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), delegado Alan Moreno de Andrade, detalhou a estrutura do esquema criminoso:

“A partir deste momento, as investigações deixam claro que a facção se torna uma espécie de sócia desse empresário.”

A movimentação financeira do grupo envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, casas lotéricas e o próprio banco clandestino na Maré, que também era utilizado para lavar dinheiro do tráfico de drogas. Segundo as apurações, o esquema movimentou R$ 43 milhões em menos de um ano.

Resultados da operação

No Espírito Santo, foram presas três pessoas, entre elas um empresário ligado ao grupo, um familiar de Luan Gomes de Faria e um suspeito flagrado com drogas. No Rio de Janeiro, sete integrantes da facção foram detidos.

A operação contou com mais de 60 policiais no Espírito Santo e 250 agentes no Rio de Janeiro, incluindo 200 integrantes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). Os policiais contaram com o apoio de seis veículos blindados e dois helicópteros.

Além das forças estaduais, participaram da operação agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e do Departamento de Narcóticos (Denarc).

A ação representa um golpe significativo contra as finanças do Terceiro Comando Puro, enfraquecendo sua estrutura de arrecadação e lavagem de dinheiro.

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