Out 16, 2021

Delegada-geral da BA comenta críticas de deputado: "Às vezes, determinadas solicitações não podem ser atendidas"

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A delegada-geral Heloisa Campos Brito comentou nesta segunda-feira (27) críticas feitas pelo deputado federal Marcelo Nilo (PSB-BA), coordenador da bancada baiana na Câmara dos Deputados, a respeito das dificuldades que teria tido para ser atendido por ela.

A situação motivou,, inclusive, a divulgação de uma nota do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia, que saiu em defesa de Heloísa. Nilo também teria afirmado que outros parlamentares baianos teriam se queixado de ter passado pela mesma situação.

Em entrevista ao BNews, a delegada-geral disse que sua obrigação, enquanto servidora pública, é atender todas as pessoas que a procuram da "melhor forma possível".

"Óbvio que neste contexto, de segurança pública da Bahia - com seis mil servidores, 478 unidades no interior, fora da capital -, realmente temos muita demanda. Infelizmente não conseguimos atender no tempo que o deputado queria", admitiu.

Heloisa também ponderou que tem um compromisso institucional, e que quando escolhe a designação de um servidor - ou de uma equipe para um determinado lugar - esta ação é realizada com base em critérios técnicos.

Ela cita que parâmetros como análise das demandas, perfil do servidor da região, necessidade e índice de criminalidade são alguns dos itens levados em consideração.

"Às vezes, determinadas solicitações não podem ser atendidas, pois tem, talvez, um viés, talvez de um pedido que foi feito a algum representante do povo. Mas, às vezes, isso não coaduna com o que é melhor para a instituição e combate à criminalidade", pondera.

Ela também opinou que tanto Nilo, quanto os demais deputados que compõem a bancada, têm conhecimento de que o objetivo de suas ações é aperfeiçoar a segurança pública.


Concurso

Nesta manhã, durante entrega de 49 novas viaturas para a Polícia Militar da Bahia (PM-BA), o governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou a realização de um novo concurso para a Polícia Civil.


A delegada-geral acrescentou que já existem tratativas para estudar o formato do processo seletivo, em quantos dias ele será realizado e quais assuntos serão contemplados na avaliação.


"Vamos fazer uma seleção para 150 delegados, 150 escrivães e 700 investigadores de polícia", explicou.


Ela acrescenta que o governo trabalha com a expectativa de que o concurso seja realizado em janeiro de 2022, e que, no máximo em seis meses, esta etapa seja concluída para viabilizar a formação, e consequente efetivação destes novos policiais até o final do ano.


BN News


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