Nov 25, 2020

Um mês depois, ainda não há suspeitos do assassinato da menina Kenefer

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RIO GRANDE DO SUL

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Valdeci Maria de Jesus, mãe de Kenefer, só teve coragem de lavar as roupas da filha neste domingo.

Para a mãe, mexer nos objetos da menina é dolorido - Maurício Vieira


Há um mês a Polícia Civil procura o homem que esganou, estuprou e deixou Kenefer Maria Guimarães, sete anos, pendurada pelo pescoço no alambrado de um campo de futebol até a menina morrer. O crime abalou Criciúma, no Sul de Santa Catarina.

Detalhes, como saber que a criança agonizou por 10 minutos, chocaram. A brutalidade fez a investigação se tornar prioridade absoluta na Central de Polícia da cidade.

Todos os agentes foram mobilizados, mas o esforço não surtiu efeito. Até agora, o número de suspeitos é o mesmo de 1º de maio, data do crime: nenhum.

O que mudou foi a disposição da Polícia Civil de Criciúma para esclarecer o assassinato. Hoje, apenas a equipe do delegado responsável pelo caso, Vitor Bianco, trabalha no caso. Ainda assim, não de maneira exclusiva. Bianco se recusa a conceder entrevistas. Alega que pode atrapalhar a investigação.

Abaixo, estão algumas perguntas respondidas pelo delegado Regional de Criciúma, Jorge Koch, e o responsável pela Central de Polícia, Juarez Medeiros.

Por que o estupro seguido de homicídio de Kenefer ainda não foi resolvido?
É um caso de difícil solução, disse Koch. A informação que tínhamos era de um homem de capacete que raptou uma menina e que o corpo foi encontrado pendurado no alambrado de um campo de futebol.

Como a cúpula da Polícia Civil de Criciúma classifica a investigação?
Estamos satisfeitos, afirma Koch. Foram levantadas informações sobre parentes, vizinhos e amigos, suspeitos nos casos de crimes contra crianças. Juarez Medeiros diz que tudo que podia ser feito foi feito. A polícia aguarda os resultados do trabalho.

Passados 30 dias não há suspeitos. A demora é normal?
Segundo o delegado Koch, a investigação é bastante complicada. O caso pode demorar meses, anos para ser solucionado ou ficar insolúvel.

É possível projetar um prazo para resolver o assassinato?
Sem previsão e sem garantia que será resolvido, declara Koch.

O número de investigadores caiu para três. O crime deixou de ser prioridade?
Não deixou de ser prioridade. O caso é acompanhado pela equipe do delegado Vitor, que trata o caso como pessoal. Se for preciso, outros agentes podem ser acionados, diz Koch.

Considerar a solução de um crime questão pessoal não pode atrapalhar?
Koch não acredita que encarar desta forma vai prejudicar o trabalho.

Um mês sem resultados não faz pensar em pedir ajuda à Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) ou o serviço de Inteligência, reforços oferecidos pela chefia de Polícia Civil?
Para os delegados, não há necessidade e os agentes não conhecem Criciúma. A cidade tem equipes qualificadas e o índice de solução dos crimes é alto.

A Polícia Civil considera que a família e a sociedade estão satisfeitas com a investigação?
Não, diz Koch por se tratar de um crime hediondo, bárbaro. Ainda mais porque não aparecem resultados.

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