Out 23, 2020

PM paralisa e governo vai equiparar 'salário' de capitão a delegado

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PARANÁ

Somente casos de urgência eram atendidos pelos praças a partir da tarde de quarta Praças policiais militares iniciaram um movimento na noite de ontem para demonstrar a insatisfação contra a proposta de aumento aos sevidores do Estado, anunciado ontem pelo governo do Estado, e também pela demora em se votar a PEC 300, que institui o piso nacional da categoria. Os praças de quatro batalhões da PM — 12º, 13º, 17º e 20º — pararam de anteder chamados na Capital e região. Apenas casos urgentes eram atendidos. Segundo policiais que não se identificaram, a intenção era parar todas as atividades.


Desde a tarde de ontem já havia rumores sobre uma tabela de salários que corria os batalhões apontando as distorções entre o ganha um soldado e um oficial mais graduado. Ainda no final da tarde, soldados do 13º Batalhão da PM no Capão Raso se aquartelaram e não atendiam mais chamados. No começo da noite as negativas em anteder ocorrências foram se espalhando por outros quarteis. A ordem seria recolher as viaturas de volta. O movimento das esposas de PMs também estaria sendo reativado, como aconteceu em movimentos reivinidicatórios de alguns atrás.

De noite, policiais militares dos outros batalhões também se reuniam no 13º BPM. Os comandantes de batalhão tentavam convencer os soldados a voltar ao trabalho. Na internet mensagens postadas por policiais davam a quanto estava a insatisfação. Eles convocavam outras unidades a aderirem. “Fomos traídos pelo PT e agora pelos nossos comandantes. O que falta mais?”, dizia uma das mensagens.

O deputado estadual Mauro Moraes (PSDB) disse ontem à noite que previu que a proposta salarial do governo Requião era “perigosa”, porque a expectativa dos policiais era que o reajuste fosse linear, o que não aconteceu. “O aumento é justo, uma vez que o salário estava defasado. No entanto, a Polícia Militar é composta em sua maioria por funções que terão aumento abaixo do esperado”, comentou Moraes sobre os vencimentos de sargentos, cabos e tenentes, que poderão receber aumento de no máximo 2,5%, além dos 5% a ser concedido a todo o funcionalismo público através de outra mensagem.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada pelo governo equipara o soldo das patentes a partir de capitão ao dos delegados da Polícia Civil, mas o soldo dos praças não acompanha a equiparação. Isso teria provocado revolta nos praças e sargentos. A PEC acaba com as gratificações e outras vantagens e incorpora tudo ao soldo. Um coronel passaria a ter salário base de R$ 11.655, enquanto o policial de primeira classe seria de R$ 2.289,57. Atualmente o salário base do soldado é de R$ 1.700, fora algumas gratificações.

“O aumento tem que ser linear para toda a corporação. Não podemos ter duas polícias, uma que recebe aumento de 40% e outra que recebe apenas 7%”, diz Moraes. O deputado disse que vai apresentar emenda ao projeto. “É uma pena que a corporação e população estejam passando por isso”. “Fiquem espertos. Estamos recolhendo e a vagabundada (bandidos) está sabendo”, dizia uma outra mensagem na internet.

Jornal do Estado

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