Out 23, 2020

Delegado contesta versão de suspeito sobre morte de policial

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SANTA CATARINA

O adolescente de 17 anos apreendido pelo assassinato do policial civil Eliseu de Souza Júnior, 19 anos, atingido com dois tiros na nuca, admitiu que participou do crime e negou o envolvimento de uma terceira pessoa e que tenha atirado na vítima. O relato foi considerado falho pelo delegado Diego Azevedo, da Central de Polícia de São José, na Grande Florianópolis.

O adolescente disse que estava ao volante do Honda Civic do policial e Eliseu no banco do carona quando houve a troca de tiros. Na versão dele, Eliseu reagiu, e outro jovem de 17 anos, sentado atrás, respondeu. Ambos morreram.

Dois motivos levam o delegado a suspeitar do relato. Se Eliseu se virou para trás para atirar, ele seria atingido no rosto e não na nuca. Atingido por disparos no peito e na axila, feitos pelo policial, seria difícil o adolescente atirar contra Eliseu.

Outro ponto que levantou desconfiança foi o fato de o jovem afirmar que não houve um terceiro envolvido. O delegado declarou que duas pessoas viram o adolescente baleado ser carregado por dois jovens ao ser deixado no Hospital Regional de São José. O suspeito disse que o comparsa baleado saiu andando do carro. As duas testemunhas prestarão depoimento nesta semana.

O jovem contou que Eliseu foi dominado quando saía de um cachorro-quente no bairro Córrego Grande, em Florianópolis. Os assaltantes avisaram que queriam o rádio do carro para quitar uma dívida com um traficante. Obrigaram Eliseu a seguir para São José.

Na Via-Expressa, teve que parar no acostamento e passar para o banco do carona. Nesse ponto, o delegado contesta o relato porque, se o policial planejava reagir, o faria nesse momento. O adolescente apreendido contou que a troca de tiros aconteceu perto da Escola Técnica de São José, na Praia Comprida.

diário de santa catarina

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