Dez 14, 2017

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Adolescente se apresenta à polícia e confessa morte de juiz em Porto Alegre, diz delegado

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O adolescente de 17 anos que era procurado pela morte do juiz do Trabalho Cláudio Roberto Ost se apresentou na Delegacia de Polícia para Crianças e Adolescentes (Deca) entre o fim da noite de sábado (15) e a madrugada deste domingo (16). Conforme o delegado Daniel Mendelski, ele confessou ser o autor, e disse que o motivo foi ciúmes.


O crime ocorreu na manhã de sábado. Conforme a polícia, o juiz foi atingido por disparos quando em frente à casa da namorada, no bairro Aberta dos Morros, Zona Sul da capital gaúcha. Ele também estava acompanhado do filho, de 9 anos.


O adolescente é ex-namorado da mulher, que recentemente era companheira do juiz.


"Confessou o delito. Disse que teria sido motivado por ciúmes e, segundo ele, o relacionamento deles não tinha acabado", disse o delegado.


Cláudio, o filho e a companheira, de 25, tinham viajado para uma praia em Santa Catarina. Após o retorno, passaram a noite de sexta-feira (14) na casa da mulher, na Zona Sul de Porto Alegre. Depois, ele pretendia seguir viagem com o filho para visitar parentes em outras cidades. O juiz atua em Santa Rosa, no Noroeste do Rio Grande do Sul.


A delegada Sonia Patel, que estava no plantão do Deca, fez o pedido de internação do adolescente na Fundação de Atendimento Socieducativo (Fase) em Porto Alegre.


O jovem tinha antecedentes por outros atos infracionais, como posse de drogas e por dirigir sem habilitação, conforme o delegado Mendelski. Ele disse que já foi internado na Fase em outro momento.


Desta vez, ele responderá por homicídio qualificado por meio que dificultou a defesa da vítima. O delegado acrescenta que o adolescente vinha sendo procurado pelas polícias desde a manhã de sábado, após o crime.


"Uma das razões que levou ele a se entregar foi a busca contínua, não só por nós, mas também pela Brigada Militar", destacou.

 

 

Cláudio tinha 50 anos. Ele era natural da cidade de Santo Cristo, no Noroeste do estado. Deixa dois filhos, além do de 9, um de 28 anos.


O velório ocorre neste domingo (16), na Capela Mortuária da cidade natal do juiz. Às 15h, será realizada a missa de corpo presente, na Igreja Matriz. O sepultamento ocorrerá às 16h, no Cemitério Municipal.


 

Veja matéria sobre o caso:

 

Juiz do Trabalho é assassinado na frente do filho em Porto Alegre


Um juiz do Trabalho foi morto com pelo menos cinco tiros na manhã deste sábado, no bairro Aberta dos Morros, na zona sul de Porto Alegre. Ex-diretor da Vara do Trabalho de Frederico Westphalen e atualmente trabalhando em Santa Rosa, Cláudio Roberto Ost, 50 anos, saía da casa da sua namorada, de 24 anos, acompanhado do filho de nove anos, quando foi atacado.

 

Segundo o delegado plantonista da Delegacia de Homicídios Daniel Mendelski, o magistrado pernoitou no local depois de retornar de uma viagem de uma semana em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, com o filho, a namorada e uma amiga da jovem. Os quatro dormiram na residência.

 

O crime começou a se desenrolar na manhã deste sábado. Segundo o menino de nove anos, ouvido pela investigação acompanhado de um tio, um adolescente de 17 anos invadiu a casa, ameaçando a todos e provocando uma discussão. Ost teria mandado o rapaz ir embora.

 

Depois do bate-boca, sentindo-se inseguro, o magistrado decidiu ir embora, conforme relato da criança. Enquanto saía da residência, Ost avistou o adolescente de 17 anos e desceu do veículo:

 

— A gente não sabe se ele saiu do carro para enfrentar o indivíduo ou para proteger o filho. Ele se afastou do veículo e acabou levando os tiros na região das costas, tombando em frente ao veículo. E o filho viu ele levar os disparos — conta Mendelski.

 

Após atingir o juiz, aparentemente com um revólver calibre 38, o jovem escapou e segue foragido.

 

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de crime passional como principal explicação para o homicídio. A namorada de Ost afirmou, em relato informal, que o ex-companheiro não aceitava o término do relacionamento e mostrava ciúme.

 

Investigadores ouvem a jovem neste momento no Palácio da Polícia. Eles ainda tomarão o depoimento de outras testemunhas. O carro passou pela perícia e também foi levado ao local. A Polícia Civil dará novos detalhes do caso nas próximas horas.

 


O carro do magistrado, um Renault Fluence, foi guinchado pela polícia até a 1ª DP, no bairro Azenha


Namoro tinha aproximadamente dois meses

 

Segundo levantamento preliminar da Polícia, Ost teria conhecido a namorada em Soledade. Passadas algumas semanas, ela se mudou para a Capital.

 

O relacionamento tinha cerca de dois meses, tempo no qual o casal já havia feito outras viagens na presença do filho mais novo do magistrado. O juiz morava com o filho de nove anos em Santo Cristo.

 


RBS e G1

 

DELEGADOS.com.br
Revista da Defesa Social & Portal Nacional dos Delegados

 

 

 

 

 

 

 

 

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