Outubro 16, 2017

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Polícia Civil apreende 60 fuzis de guerra no Aeroporto Internacional do Rio

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Secretário de Segurança (terceiro da direita para esquerda), Roberto Sá; chefe da polícia civil, Carlos Leba (quarto da direita para esquerda), e delegados que participaram da operação dão entrevista coletiva (Foto: Henrique Coelho/G1)

 

Policiais da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), apreenderam, nesta quinta-feira (1), 60 fuzis de guerra, no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. A informação é da Polícia Civil do Rio.


A operação terminou ainda com quatro presos - 2 moradores de Niterói, um da Baixada e um de Jacarepaguá. Segundo a corporação, são fuzis AK 47 (45 unidades), G3 (1 unidade) e AR 15 (14 unidades), vindos de Miami (EUA) dentro de containers junto com uma carga de aquecedores para piscinas. A investigação sobre as armas levou um ano e envolveu interceptações telefônicas.


O chefe de Polícia, Carlos Leba e o secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, deram entrevista coletiva no fim da tarde desta quinta sobre a apreensão.


"Estou tomado pela emoção e pela indignação. Mas tenho que agradecer o trabalho da Polícia Civil. Preciso dizer que estamos em estado de calamidade pública, oficialmente, com uma série de serviços suspensos e falta de RAS, o que não impediu que nossos policiais deem resposta à criminalidade. Eles demonstram amor à profissão e compromisso", disse Sá, lembrando de pendências nos pagamentos de agentes.


O secretário ainda destacou a criação da Desarme e o trabalho na apreensão de fuzis. "O motivo da emoção é esse, a tentativa de construção de um Rio de Janeiro menos violento. No Rio de Janeiro, traficante so tira onda de macho por conta disso, de ter o fuzil. A hora que tiver com pistola, ele vai dar meia volta".

 


Investigação da morte de um policial originou apreensão


Segundo Sá, a investigação começou na Delegacia de Roubos e Furtos de cargas com a morte de um policial. "Quantas mortes não estamos evitando com essa apreensão?", questionou. Posteriormente, Marcelo Martins, diretor de delegacias especializadas, explicou que a arma usada no assassinato do policial em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, também foi usada num roubo de cargas. A partir do levantamento da origem da arma, começou a investigação que culminou na apreensão desta quinta.

Ainda de acordo com Sá, nos últimos 150 dias, 250 fuzis apreendidos no Rio de Janeiro. "Os últimos 90 (60 desta quinta mais 32 da Cidade Alta em maio) sem disparar um tiro", observou.


"Hoje temos 60 fuzis, mas não temos certeza se não vão se tornar mais. Agradeço aos policiais, vocês são o orgulho dessa instituição, apesar dessa grave crise", afirmou o chefe da Polícia Civil, Carlos Leba.
Roberto Sá afirmou que uma informação preliminar do Instituto de Segurança Pública (ISP) indica que a apreensão desta quinta é a maior em 10 anos.


No início de maio, a PM fez uma apreensão de 32 fuzis, após o confronto entre facções pelo controle na venda de drogas da comunidade de Cidade Alta, na Zona Norte. Na ocasião, Sá afirmou que não se lembrava de uma apreensão maior de armas do tipo durante sua carreira. Estima-se que a apreensão representou um prejuízo aos traficantes da ordem de R$ 1,6 milhão.


O número é estimado por investigadores da Polícia Civil do Rio, levando em conta que no mercado clandestino, um fuzil custa, em média, R$ 50 mil. Os cálculos deixam de lado as pistolas, munições e granadas apreendidas na ação.

 


Delegacia nova


A apreensão desta quinta teve participação da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), inaugurada em abril e uma das maiores apostas de Sá no comando da Secretaria de Segurança. Na ocasião da inauguração, o secretário afirmou que um dos objetivos da unidade era encontrar o caminho das cerca de 25 armas apreendidas por dia no Estado do Rio.

 

 

 

G1

 

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Revista da Defesa Social & Portal Nacional dos Delegados

 

 

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